domingo, 8 de maio de 2016

O jardim dos esquecidos


O jardim dos esquecidos
Memórias
Histórias
Sonhos
O jardim dos perdidos
Onde há amor,
há esperança
memorizada neste jardim

Amor e dor



Entre todos os amores
Só tive dores
Nunca tive um amor para dar
Apenas dores a clamar

Teu amor foi o que mais doeu
Foi o amor foi mais que um amor
Foi uma doença
Que se espalhou em mim

Se espalhou se espalhou
E entrou em meu sistema nervoso
E ficou
Ficou até não poder sair

Nunca tive um amor
Não sei o que é estarem apaixonado
Por mim
Mas sei o que é estar apaixonado

Perdidamente apaixonado estava
Até que a realidade bateu a minha porta
E ela foi cruel e doeu
E como sempre, só dores senti 

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Caronte


Dê-me uma moeda 
Este é o preço que você 
Tem que pagar 
Não é caro

Apenas me pague 
E entre e observe 
Ao seu redor 
O que lhe cerca

O velho sábio sabe 
Aonde está levando 
Está linda dama 
De vestido negro 

Embarque comigo nesta viagem
Na viagem da sua vida
Que nunca esquecerás 
De me pagar

Ser amado?


Um momento oportuno
Nem mesmo o Deus Neptuno
Descreve a beleza deste momento
Sem qualquer sofrimento

Se tivesse te conhecido antes
Nem mesmo dantes
Saberia descrever este sentimento
Que sinto a todo momento

Quando eu te vi
Senti algo que sempre escrevi
Porém nunca tinha vivenciado
Até você ter chegado

Ah sim a tua beleza me cativou
O lugar me influenciou
Mais nada via naquele lugar
Apenas uma moça para comtemplar

Não sei nem conjugar
Não consigo imaginar meu lugar
Sem ao lado teu
Sem eu ser teu Romeu

Quando falas comigo é uma alegria
Não tem nenhuma alegoria
Quem diria?
Marcelo ser amado?

Seria este o momento que tanto esperei?
Seria o momento que tanto clamei
É muita alegria para muita tristeza
Com certeza

Um momento assim é de se duvidar
Mas será que posso amar?
Se tudo que tive até agora
Foram lembranças de uma metáfora



domingo, 3 de abril de 2016

Tempo a tempo


Não consigo viver na realidade
Sempre vivo num momento
Anterior ao meu
Sempre vivo uns anos atrás

Não consigo viver na realidade
A triste realidade
A realidade que se apresenta
Sem você na minha vida!

Vivo nas músicas de Charles Aznavour
Edif Piaf, Vivo na memória destes
E de outros cantores
Vivo na memória dos tristes pintores

Vivo nos quadros expressionistas
Vivo nas poesias de Augusto dos Anjos
Minha musa é a Marilia de Dirceu
Minha morte contém Alvares de Azevedo

Ah que saudade do tempo
Do tempo em que não vivi
Que saudade da Bella Epoque
Dos bares, das musas, dos artistas!