domingo, 22 de setembro de 2019

Morreu um Trovador!


Eu esqueci que sou poeta
Sem você não sou nada
Eu apenas existo
E finjo que eu vivo

Viver assim não é viver
É ver meu corpo aos poucos morrer
A muito tempo eu morri
Não lembro a última vez que me vi

Faz tempo que não vejo
Meu reflexo no espelho
Faz tempo que não vejo
Teu sorriso ao olhar para mim

Talvez tenha medo de escrever
E tentar recuperar as memórias
Jamais vividas ao
Lado teu

É triste! É triste!
Tenho medo do dia
Em que não lembrarei
Mais do teu rosto

Ao Caronte eu ofereço
Minha música como trocado
Ao cão ofereço minha lira
Descansando em seu sonho

Como vou confiar em Hades
Eu só quero minha amada
Ao lado meu
Como a minha escrita!

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Lembrança


Inda que a lembrança seja fraca
Eu sempre vou lembrar de ti
E como tu me fez bem neste tempo todo
Tua imagem sempre estará presente

Se um dia eu acabar te esquecendo
Eu estarei aos poucos morrendo
A luz que brilha dos teus olhos
Faz meu coração bater

Quando a luz deixar teus olhos
E esta ainda estar presente comigo
O teu brilho jamais será esquecido
Mesmo nunca ter sido motivo dele

Vou sentir tanta angustia da vida
Se um dia eu perder essa tua imagem
Mesmo que obscura ela ainda brilha
No sonho meu

Estiveras comigo em todos momentos
Não quero que essa fraqueza
Faça-me perder o único tesouro da vida
Que é você!

domingo, 25 de agosto de 2019

Perdoa-me


Eu esqueci C
Infeliz
Infelizmente esqueci
As origens do triste poeta!

Esqueci aquela que deu
A luz da poesia mais bela
Que fora a flor mais esbelta
Esqueci da C

Não te vejo mais
Visitando meus sonhos malditos
Vez em quando vejo a menina
Dos Cabelos Dourados da casa ao lado

Fui infiel ao meu sentimento
Fui infiel com o céu estrelado
Sou a natureza Morta
Que jaz em meu Jardim

Tem muito mais de ti
Do que de mim
Em todas palavras
Doces de amor para ti

Inda que tua lembrança
Enfraqueça a cada momento
Ainda hei de te contemplar
Como o sonho jamais vivido

Com felicidade não há escrita
Desculpa minha falta de palavras
Prometo que nunca
Vou deixar de escrever!

sábado, 18 de maio de 2019

Olhar para trás


Me parece que a calmaria dos dias
Está para chegar junto com o inverno
Inda vou te ver neste ano?
Ou ficarei eternizado neste castigo?

De onde vem a lembrança da estrelada noite?
Ou da tua chuva e companhia solitária de aniversário?
Nos mais profundos sonhos
Eu ainda consigo te admirar ao longe

Te vejo de frente para o lago
O teu cabelo acompanha o vento com as flores
Grito alto pelo teu nome
Tu não me escutas

As flores caindo sob o lago
Faz teu reflexo perfeito com o movimento das águas
Novamente eu grito
E olhas para trás

Será que ela me viu?
É ela ! É ela!
Teu sorriso abre as portas do paraíso
Teus olhos fecham... e eu acordo novamente !

quinta-feira, 25 de abril de 2019

Guardo ainda num cofre perfumado:



Ó C.que eu tanto escrevo
A qual tem uma vida dedicada
Onde a escrita era mais viva
Que a própria vida

Ó C.dos meus sonhos
Nunca te apresentei nada
Talvez nunca fui algo
Na tua estrada

Lembro o quanto tu dizias
Sobre as nostalgias dos momentos
Sempre fiquei pensativo
A procura destes momentos

Dediquei uma vida para escrita
Onde tu ganhaste mais vida
Que o ser que tu
Alimentas!

Tu viveste tão bem comigo
Sempre fomos um par perfeito
As vezes me pergunto
De onde vem tanta inspiração?

Pensei que este momento
Não ia chegar tão rápido
Pensara que iria demorar
E talvez não fosse perceber

Ah... C.
Quantas vezes eu sonhei
Que eu seria pessoa
Que iria envelhecer ao lado teu

Quantas vezes eu sonhei
Que a menina dos cabelos dourados
Era parte tua também
Ah... quantos sonhos

Eu sonhei tanto
Eu escrevi tanto
Que esqueci de viver
Mas não consegui te esquecer!