domingo, 16 de agosto de 2015

Soneto


A sua beleza me cativa
Sua voz me deixa sossegado
Não me deixa angustiado
Uma paz que me cultiva

Seu rosto
Liso ao tocar
Lindo ao chorar
Do jeito que eu gosto

O brilho do teu olhar
Igual ao brilho da noite estrelada
Deixa-me a contemplar

A melodia que as sereias ao cantar
É a melodia que sai de sua voz
Como um vôo do albatroz
A qualquer um encantar 

sábado, 15 de agosto de 2015

Versos livres


As malas estavam prontas
Seu cabelo arrumado
Seu coração imaculado
Sua roupa passada.

Cabelo com chapinha
Cabelos pretos
Maquiagem no rosto
Batom na boca

A roupa era branca.
Camisa de manga comprida
Seu cabelo estava solto
Assim como suas idéias

Ela estava pronta.
Estampava um longo sorriso
Estava certa que a partir daquele momento
Sua vida ia mudar.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Mãos


Sou eu quem te acalma
Desde tuas mãos pequenas
Estão juntos as minhas
Aos primeiros passos

Sou eu quem te tira das horas escuras
Com meu toque áspero
Não tenho poder
Mas a ti pertenço a um 

As vezes sinto teu carinho
Imaginando como seria
Agora no momento
Em que não os tenho mais

O que resta de ti?
Apenas a lembrança
De minhas mãos
De meu carinho 

domingo, 9 de agosto de 2015

Palavras


Palavras, apenas palavras
Talvez gestos, mas não estou acostumado
Descrevem o sentimento de uma pessoa
Escritas, abraços, poemas, enfim...

Tento me dar bem com elas
Essas tal de palavras
Elas surgem na minha cabeça
Ditam para mim, o que tenho que escrever

Não queria palavras
Queria desenho
Queria a arte de criar
Desenhos!

Tentei, tentei, comprei livros
E nada!
Triste!
Pensara que era meu talento

Todo esse tempo em vão
Podendo estar escrevendo então
Rimas como estas
Que lê o caro leitor

Não tenho o dom do poeta
Muito menos do desenhista
Mas tento apenas
Mostrar meus sentimentos!


Expressionismo



A arte na época ingrata
Ninguém a entendia como queria
Olha só quem diria
Ser respeitada como diplomata

Uma arte obscura pouca entendida
Uma arte com cores escuras
Tons fracos, obscuros em suas culturas
Uma arte um tanto ofendida

Preto, azul escuro, roxo
Na pintura as mais belas cores
Todas elas com suas dores
Um extremo paradoxo

Na literatura
George Trakl, Augusto dos anjos
Era pois, na tortura
De todos os arcanjos

Tão bela quanto à moça mais bonita
Tão bela quanto a mais velha
Tão doce como mel de abelha
A beleza de Anita

O interior é o que importa
Não seja perfeccionista no desenho
Apenas rabisque então me empenho
Faças rabiscos tortos como portas

Uma beleza das mais lindas européias
É por isso, pois, que ela me acalma
Me deixa levar amor a pele e alma
Me deixa delirar entre as idéias