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quarta-feira, 28 de março de 2018

Da Janela.

Fora naquela tarde chuvosa
Olhando para a rua
Com os soldadinhos de chuva
Percebi o quanto gosto dela

A chuva batia no vidro
Que refletia minha face pálida
Naquela cálida tarde de inverno
Quando percebi tua importância 

O charuto ainda estava aceso
Deixei cair no assoalho 
Um pouco de sujeira
Mas o sabor era o mesmo

Chocolate. 
Nunca fui fã,
Mas para uma tarde asssim
Uma fumaça de chocolate 
Vale a pena

Observando os passos das pessoas
Muitas sem saber onde ir
Ou voltam para suas rotinas
Miseráveis

Até perceber um guarda chuva
Vermelho como cor de rosa
O coração bateu mais rápido
É ela! É ela!

Exclamei pelo teu nome
Mas ninguém naquela casa
Antiga e velha
Conseguiram me ouvir


Nem mesmo você 
Bela
Ouviu meu clamar
Fiquei esperando você escutar

Quando ó Donzela
Que nos meus sonhos
Irás me visitar
Novamente?

sábado, 11 de novembro de 2017

A menina do Guarda chuva Vermelho


Aquele silêncio
Naquela noite chuvosa
A rua vazia
Os olhares atentos

As gotas caindo
O céu cinza escuro sobre mim
Aquele barulho do cair da chuva
No meu coração

Muitos passaram por aqui
Nesta rua cheia de histórias
A contar
Mais uma para coleção

A chuva parou
A marca se foi
O céu anunciando as estrelas
E eu? Voltei a perambular

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

A chuva e o poeta



Observando a chuva na janela
As nuvens carregadas
As ruas molhadas
O café com canela

A fumaça do meu charuto
Os pensamentos vão para longe
Paciente como um Monge
Eu me desprendo e luto

Nunca estivesses nestes braços
Nunca experimentei um beijo teu
Mas sempre quis teus abraços

A chuva é tão romântica
Que me faz pensar em você
Que me deixa nesta sensação nostálgica