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domingo, 9 de dezembro de 2018

Aquela que guarda a entrada do paraíso


Talvez naquela primavera
Onde todas as flores acolheram-se
Todas elas murcharam
E morreram

Fora naquela primavera chuvosa
Que as cinzas do céu nublado
Trouxe as lembranças
Que me fora traduzida em lagrimas

Nunca houve uma época tão escura
Quanto aquela que tu me deixaste
Quando eu caí na cova
E a areia me sufocava a cada pá

O canto dos pássaros não existe mais
Só consigo escutar o choro deles
A procura do escasso alimento
Que suas mães não o tem

Aquele inverno fez tão calor
Foi um inverno sem o frio
Nunca mais o chocolate quente
Se fez presente a mesa

Olhar para o céu a noite
Também tornou-se estranho
Não conheço essas novas estrelas
Neste céu sem tuas lembranças

A chuva que cai lá fora
Se mistura com as pétalas de
Flores que tento jogar no quarto
Para tentar lembrar de ti

Mas aquelas pétalas param no chão
São de flores mortas
Elas se aglomeram no quarto
Junto com as lágrimas

Inda que o divino saiba
Onde tu estejas, estejas feliz
Feliz com quem tu amas
Com quem a ama

Nunca saberei, absolutamente nada
Enquanto isso o triste poeta
Vai cada vez mais
Enterrando-se na triste terra!


quarta-feira, 28 de março de 2018

Da Janela.

Fora naquela tarde chuvosa
Olhando para a rua
Com os soldadinhos de chuva
Percebi o quanto gosto dela

A chuva batia no vidro
Que refletia minha face pálida
Naquela cálida tarde de inverno
Quando percebi tua importância 

O charuto ainda estava aceso
Deixei cair no assoalho 
Um pouco de sujeira
Mas o sabor era o mesmo

Chocolate. 
Nunca fui fã,
Mas para uma tarde asssim
Uma fumaça de chocolate 
Vale a pena

Observando os passos das pessoas
Muitas sem saber onde ir
Ou voltam para suas rotinas
Miseráveis

Até perceber um guarda chuva
Vermelho como cor de rosa
O coração bateu mais rápido
É ela! É ela!

Exclamei pelo teu nome
Mas ninguém naquela casa
Antiga e velha
Conseguiram me ouvir


Nem mesmo você 
Bela
Ouviu meu clamar
Fiquei esperando você escutar

Quando ó Donzela
Que nos meus sonhos
Irás me visitar
Novamente?

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Sentimento ao Triste Poeta

Uma tímida garota
Fez bater o coração
Do menino morto
Acordou tão rápido quanto a vida 

Despertou de um sono
O fez acordar para morte
Antes fosse vida
Roubada pela garota tímida



Talvez ela não quisesse 
Encontrar o triste poeta
Mas ele a viu
Como nada que já tinha visto

Jamais esquecera tal visão
Não sabia ao certo
Se era um sonho
Ou outra forma de ver a vida


O tempo passou
O sentimento
Continuou o mesmo
Com altos e baixos

Não! O triste poeta não esqueceu 
O sentimento apenas fortaleceu
A cada ano
A cada fio branco

Não sei quantos charutos
Já fumei
Esperando a fumaça da saudade
Enfim aparecer

Ele - Tempo - passa rápido 
Daqui a pouco
Retornamos ao estado
Inicial do triste poeta


Apesar da distância
Do tempo...
Sonhar contigo 
É querer viver sonhando

Talvez nunca saberás
Do quanto tu me fez
Me faz
E me fará bem!



quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Alma poética


Inda que os poetas atualmente
Lidam com a era digital
Quisera eu
Escrever sob a luz de velas

A fumaça que esvai
De meu charuto antigo
São as memórias do tempo
Escrevendo a luz de velas

Onde que o poeta errou?
Ele apenas se modernizou
Antes que outras almas se acolham
Eu ainda ei de escrever

A caneta e a folha branca
Reflete na face pálida
Lembranças dos tempos
Da luz de velas!

sábado, 29 de abril de 2017

Soneto da Representatividade – Soneto V


Estavas vestida de preto
Naquela noite estrelada
Fora apenas uma pincelada
Para a espera do sofrimento

Entendo a representatividade do luto
Pela minha até o momento vida
Agora minha vida não vivida
Desfaz-se como a cinza do charuto

Deixei tudo para viver ao lado teu
Porém não deu certo
Nem nisso você se comprometeu

Apenas passo a lamentar
Por ter te conhecido
Por não ter mais vivido

sábado, 28 de janeiro de 2017

Garçom


Garçom, por favor...
Antes vamos acabar com o lirismo
Vamos conversar no companheirismo
Deixamos isso para os parnasianos
Por favor...
Garçom, por favor...
Traga-me mais uma taça
Desta desgraça
Que o senhor chama de Felicidade
Mas meu paladar está com dificuldade
De decifrar o sabor desta
Garçom, Por favor...
Me dê outro cinzeiro
E escuta as palavras deste Obreiro
Que desfruta humildemente o charuto
Garçom, Por favor...
Tende piedade deste velho
Que já leu o evangelho
E não encontrou nada de resposta!
Garçom, Por favor....
Escuta este triste poeta!
Garçom, Por favor...
Traga-me uma taça cheia
Daquela bebida que todos falam
Que não lembro o nome...
É... A... Amor?!

sábado, 21 de janeiro de 2017

Representação do Belo


A representação do belo
É te ver colher as flores do campo
Na minha cara estampo
Um belo sorriso ao ver teu cabelo
No ritmo do vento
E teu longo vestido branco
Combinando com o tamanco
Mas que belo momento
O beija flor voando
Observando também tua beleza
E eu te fitando
Fumo meu humilde charuto
Observando a dama ao fundo
Colhendo da árvore seu fruto

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

A chuva e o poeta



Observando a chuva na janela
As nuvens carregadas
As ruas molhadas
O café com canela

A fumaça do meu charuto
Os pensamentos vão para longe
Paciente como um Monge
Eu me desprendo e luto

Nunca estivesses nestes braços
Nunca experimentei um beijo teu
Mas sempre quis teus abraços

A chuva é tão romântica
Que me faz pensar em você
Que me deixa nesta sensação nostálgica