terça-feira, 5 de novembro de 2013

Cego


Pensei que tinha superado
Pensei que tinha me esquecido completamente
Pensara que tinha deixado você da minha mente
Mas, estava errado

Estava enganado
Ao ter pequenas lembranças, pequenos momentos
Pequenos pensamentos
Fiquei acabado

Ao fazer o nosso trajeto
Percebi; o quão cego estava
Fiquei sem teto
Queria sair, ir para Bratislava!

Fazia tudo que nós fazíamos
Conversar, pular, dar a mão para atravessar
Tudo que um dia nós ansiamos
Fazer de tudo, até cansar!

Pena que ao fazer
Percebi a tua ausência
Percebendo minha carência
Não senti mais o mesmo prazer

Triste fiquei!
Chorando arrependido
Ao mesmo tempo ávido
Chorei

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Fantasia


Fazer poemas quando a pessoa é ausente
É fácil, só entrarmos no nosso mundo
Sentimento imundo
Nesta mente de doente

Da imaginação, onde tudo é perfeito
Ao lado da pessoa que amamos,
Uma expectativa de que pensamos
De um deformado feto

Por vezes, essa pessoa nem sequer
Tem ciência de nossa existência
Nem sabe de nossa aparência
É um amor como Schopenhauner

Esta pessoa, alguém que sonhamos
Alguém que queríamos voltar
Naquela época para retornar
Algo que perdemos a cada passo que damos

Que nas memórias daquela época
Foram embora, por causa do tempo

Levou-as como uma folha em chamas
Lento, e algumas partes, nem queimou
Apenas deixou traços de que algo passou
Deixando apenas as entranhas

De um amor perdido

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

El dia que me quieras


El dia que me quieras
Ah sim, quando escuto Carlos Gardel
Vêm um sentimento de alegria
Um sentimento de nostalgia
No tempo da literatura de cordel

Uma saudade de algo que nunca aconteceu
Uma saudade de algo que adormeceu
Na minha memória perdida
Perco-me da vida

Entro dentro da melodia ao fundo
E fico imaginando
Um som profundo em minha alma
O quão bom era naquele tempo
Naquele tempo, tão bom
Como este som
Ah sim

El dia que me quieras
Ó tempo, quando irás me querer
Por favor, não quero te esquecer
Quando irás me levar
Para o tempo que pertenço ?

sábado, 28 de setembro de 2013

Unknown


Porque Fizestes aquilo comigo?  
Achas que não me lembro?    
Foi numa noite de setembro
Pensei que eras meu amigo
Pensei que querias algo comigo
Naquela noite, tive toda certeza
De sua frieza e sua fraqueza   

Pensei: Finalmente um amor recíproco
Conhecias-me bem, conversávamos diariamente
Pensei que estavas consciente  
Não era pra ter nenhum equívoco  

O que aconteceu?
Fiquei te esperando
Fiquei te explicando
Que aquele era o apogeu  
De meu amor, por ti
Da qual, lutei para “conseguir”

Fiquei com medo
Pensei que tivesse feito bobagem
Tive muita coragem  
De me meter neste enredo
Como toda garota faz
Só para ficar em paz
Ao lado de quem gosta

Estava tão visível
Seu amor por mim
Tava tão admissível
Que nem pensei num fim

O que aconteceu? Sumiste do mapa
Fiquei com vergonha de te procurar
Não queria mais segurar
Queria pular uma etapa
 E poder te abraçar

Tu porque não me procuraste?
Fiquei magoada, por ter dito algo errado
Talvez, por ter me antecipado
Talvez penses que sou um traste

Pensas tu, que não gostava de ti
Contava as horas para tu entrar
E uma pequena conversa, começar
Um sentimento a partir de ti construí
Quando via-te e conversávamos
Nós dois, construíamos
Um grande sentimento

Sei que me esperavas  
Na porta da escola
Só esperando um “olá”  
Esperando o carro estacionar
E eu sair de lá  

Esperei um dia certo  
Para te cumprimentar
E quiçá te abraçar, te beijar
Mas, esse dia era incerto
Porém, queria ter descoberto  
Para realizar-se esse sonho

Muitos anos se passaram
Depois das inúmeras coisas que passamos
Haverá um momento em que tanto esperamos
Ficaremos juntos
Apenas, não perca a fé em mim

Pois ainda te amo 

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Conversando com Deus


O céu vermelho como o sangue
Que corre em tuas veias
Os traços dramáticos e tristes das nuvens
As nuvens cinzas, anunciando a chuva passageira
Queria ser como uma chuva
Passageira, no caso, um amor passageiro.
Não queria que fosse um bombardeiro
Quase eterno
Onde está o céu azul, que tinha antes?

Mas, o pranto tomou-me conta
Nesses últimos dias
Muitas angustias
O céu ficou vermelho
As pessoas ficavam cinzas, tristes
Nada tinham mais graça
Via a tristeza no rosto das pessoas
O choro das crianças

Vejo todo que é tipo de pessoa
Cada tipo de expressão
Tudo. A única que não consegui ver
E talvez não consiga ter
Foi a de felicidade, amor, principalmente em mim
Vi todo que é tipo de pessoa

Infelizmente não fui o felizardo
Sou apenas um bastardo
Não vi a pessoa que tornaria todo esse meu pranto
Toda essa minha percepção de mundo
Que eu tenho sem ti
Tudo normal, mesmo que muito sendo fantasia
Ou as pessoas tentando esconder-se
De sua identidade, para ter um status
Diferente.

Por que Deus, por que fazes isso comigo?
Estás aguardando algo especial para nós?
Isso é um castigo?
Ou simplesmente, no amor... eu não sou feliz
Sou feliz em outras coisas, graças a ti
Porém ninguém é perfeito, certo?
Então, escolhestes o amor...

Que ficou esse ferida enorme em meu coração
Fazendo eu ficar com essa percepção de mundo
Fazendo todos os dias uma oração
Um mundo pessimista
Sem graça
Sem cor, sem nada

Ainda bem meu Deus
Que me mostrasse uma pessoa
Que faria todo esse meu pensamento
Mudar de uma forma
Como a água transformou-se em vinho

Porém, o que fizestes?
Não deixastes ela comigo
Ou até deixastes, eu mesmo que errei
Reconheço meu erro!
Eu errei, eu errei!

Mas todos os dias, faço a mesma
Constante pergunta
“Se ela estivesse comigo, desde aquele tempo,
O que teria acontecido”?