domingo, 14 de janeiro de 2018

Não te Conheço mais...


Num determinado momento 
Eu sou o maestro
Conduzindo a trilha sonora
Deste maldito amor

Noutro eu precisava
De ao menos 
Uma palavra tua
Ou apenas um sonhar

Lembrar da vida 
Quando não estas presente
A morte chega mais rápido
Num determinado momento

Te ver e não te conhecer
Ah... Eu não te conheço mais
Favor... 
Faça um novo amanhecer !


quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

A melodia poesia


O grande Maestro
Prepara com amor
Suas mãos
Para a próxima poesia

Ele encara o quadro
A noite estrelada
O inspira
A musa finalmente respira

Aquele breve momento
Em que o maestro fecha os olhos
Ela a vem na memória
Petrificada no tempo

A plateia o espera
Ele aguarda ansioso
O momento
De sua triste sinfonia 

Ele se apresenta ao público 
A reverencia
Os aplausos
Vesti la Guibba

Aos poucos ele começa 
O preciso movimento
Com a caneta no papel 
E a música começa

A triste sinfonia 
Começa a brotar do papel
Como o movimento das mãos
Que bela poesia!

A plateia se impressiona
Com as palavras
Toda aquela música
Flui das memórias

A música é bela
Sua memória é a morte
Seu momento da vida
Naquela Música

As memórias dela
São como as músicas do poeta
Eternas. Tocantes. Emocionantes.
Extremamente lindas!



sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

No sonhar


Naquela alma e naquele sorriso
Eu vejo as lembranças
Do meu sonhar
Ao lado teu

Mas nem nesta vasta lembrança
O triste poeta consegue
Imaginar-te no sonho
Ao lado teu

Se por ventura
Leres meu desespero
Morrerei feliz

Mas minha morte constante
Nem a consigo ver nestes olhos
O brilho da minha morte

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Natureza Morta - LII


Naquele instante temporal
Ainda consigo ver as flores
Que aqui estiveram
E aquele beija-flor

As vezes ele visita
Procurando aquelas cores
Que um dia viveram
Com todas as flores

Ah... A Natureza Morta
Faz a inspiração
Do triste poeta

Que um dia viu as flores
As cores
Que fizeram presente em seu jardim!

O sol bate



Naquele mesmo horário
O sol bate na janela
Sempre na mesma hora
Iluminando o quarto

Por mais luz que ilumine
Sua claridade não é suficiente
Para brilhar a alma
Do triste poeta

Neste sol de verão
O calor bate em minha
face pálida
Começando a cair o podre

Não há luz
Não há esperança
Para a escuridão que adentra
O triste poeta