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sábado, 23 de junho de 2018

Pela treva do espírito aventurei-me

Se naquele teu momento enfermo 
Eu pude tocar teu rosto
Ardendo em febre
Com tuas bochechas vermelhas

Pude olhar naquele instante
O fechar dos teus olhos á luz
Eles a deixavam devagar
Assim como a alegria dos dias

Um dia pude desfrutar
Deste teu sorriso dourado
O brilho reluzente do teu olhar
O negror da noite é tua visão agora

Me lembro quando te apresentei
Aquele céu encantado de estrelas
Onde te apresentei ao amor
E agora tu me apresenta a morte

Findou teu tempo
As estrelas não existem mais
A luz deixou teus olhos
Deixou os meus também!.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

A maldição de C.


Ah C. quisera eu
Que tu foste o sol
Dos meus dias reais
Sem o sonhar

O vento bate
Na face pálida
Trazendo de volta
Teu perfume de menina!

Pudera encostar a cabeça
No peito teu
Imaginando o futuro
Antes fosse morrer ao lado teu!

Aquelas flores
Naquele Jardim
A muito se fora
Junto com o triste poeta

Até quando Dona C.?
Irás assombrar
Meus sonhos de insanidade?
Com toda a felicidade!

Se um dia
Subires no altar
Noutro dia me enterro
Foi-se o dourado dos Dias

A prece é praxe
Que nunca desapareça
Da triste memória
Do triste Poeta!

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

No sonhar


Naquela alma e naquele sorriso
Eu vejo as lembranças
Do meu sonhar
Ao lado teu

Mas nem nesta vasta lembrança
O triste poeta consegue
Imaginar-te no sonho
Ao lado teu

Se por ventura
Leres meu desespero
Morrerei feliz

Mas minha morte constante
Nem a consigo ver nestes olhos
O brilho da minha morte

domingo, 22 de outubro de 2017

Soneto de 365 dias – Soneto XXXIII


Eu tentei ser forte
Mas o impulso foi mais rápido
Fui por saber ávido
Na lembrança apenas um recorte

Eu escutava o canto
Dentro de meu coração
Carregando toda emoção
De meu pranto

Quando falei
Me libertei
Quando tu olhaste, sonhaste

Novamente consegui viver
Antes fosse morrer
Ao lado teu

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Representação do meu Amor



Se se um dia pudesse representar
O carinho e amor que tenho por você

Pintaria uma versão gigante
Da Noite estrelada

Plantaria num campo
A Flor mais bela

Cantaria mais alto
Eu sou o campeão

Se um dia pudesse representar
A paz que tu me trás

Seria capaz de escalar
As mais altas montanhas do Tibete

Se se um dia pudesse representar
O amor e carinho

Eu aprenderia a língua dos Deuses
Para eternamente agradecê-los pelo presente

O maior presente que pudera ter
Fora ter te conhecido

Antes de ir embora
Quero recolher umas moedas

Para dar ao Caronte
Chegando mais rápido em ti

Quando Hades ler minha Lira
Logo coincidirá meu desejo

De viver na eternidade
Ao lado teu

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

A menina Azul


Naquele azul do céu
Fazia-se a alegria do poeta
A menina do céu Azul
Não existe mais

Ela vive no cinza do céu
Na mais escura lembrança
Do poeta triste
Onde ela existe

Onde fora parar a menina?
Cresceu!
Onde fora parar a esperança do poeta?
Morreu!

terça-feira, 10 de outubro de 2017

A pele em que habito


Essa podridão queima minha face pálida
A carne lateja a dor crescente
O último riso sem lembrança
A podridão se espalha
A dor aumenta
O sofrimento acaba
E a morte acalma

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

A Alma


A casa está vazia
Foi-se o Amor divino
A alma vazia escurece o céu
A lua prateada assusta nossos olhares
A alma vazia perde-se a tanto pecado
O negror da noite se espalha
Em meio a tantas almas vazias

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Soneto do Apaixonado - Soneto XCVIII



Não importa quanto tempo passar
Eu sempre vou te amar
Não importa quantas vidas eu viver
Eu sempre vou te querer

Ela tem o cheiro que eu amo
Eu sempre o teu nome exclamo
O cheiro do nascer da rosa
A doce leitura da prosa

A voz dela é a canção do amor
A cura de toda minha dor
Ela é tudo que sempre sonhei

O que eu mais quero é estar ao teu lado
Não quero ficar para sempre calado
Quero que o mundo saiba que é você que amo

terça-feira, 18 de julho de 2017

O desenho saudade


Quero uma tela branca
Vazia como minha alma
Leve como meus pensamentos
Cheia de sentimentos

Quero uns pincéis
Das cores da alma e do amor
Vermelho, Azul, Roxo, Amarelo
Enfim quero cores e flores

Quero expressar na tela
Meus sentimentos por ti
Enfim com os pincéis em mãos
Que comece a arte!

Cada traço do desenho
Uma lágrima caída
Quanto mais forma pegar
Mais cego vou ficar

Não acredito
Não sei desenhar
Só sei escrever
O quanto tu me faz falta!

segunda-feira, 17 de julho de 2017

A Fraulein


Lembro de sua sombra sob o lago
O vermelho do fim de tarde
Começava a surgir

Ao norte as brancas estrelas
Começavam a surgir no horizonte azul
Estavas bela

Teus lindos cabelos dourados
Fazendo sincronia com o vento nu
O que estavas esperando, ó Donzela?

Um Adeus a quem já morreu?
Os galhos marrons das árvores
Caiam no chão melancólico

Olhaste para mim
Com um sorriso belo e irônico
Ao fim, chegou o negror da noite

Durmas minha Donzela
Caíste no esquecimento dos outros
Por fim, foi-se o dourado dos dias!

quinta-feira, 1 de junho de 2017

O dia em que a Terra parou


Da alegria fez-se o Pranto
Da risada fez-se o choro
Das informalidades fez-se o decoro
Das atitudes fez-se o Santo!

Fora numa noite de quarta-feira
O dia em que a terra parou
O meu mundo acabou
Ah... Se fosse brincadeira...

Retrai o peito e me faz confessar
Quando todo o sonho morreu
Fazendo-me fracassar

Todos planos perdidos ao vento
Ao choro. A risada. Ao pranto
Compilando-se ao meu encantamento!


"Nós não vivemos mais. O homem é privado da alma, a natureza é privada do homem...nunca houve época mais perturbada pelo desespero. Nunca silêncio mais sepulcral reinou sobre o mundo. Nunca a alegria esteve mais ausente. E eis que grita o desespero: o homem pede gritando a sua alma, um único grito de angústia se eleva do nosso tempo. A arte também grita nas trevas, invoca o espírito: é o expressionismo."
(Hermann Bahr - 1916).

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Lua Apavorante


Há quem diga que és romântica
Eu digo que és assustadora
És uma espectadora
Outros te classificam como nosomântica
Te inspire nas estrelas!
Elas morreram
Mas continuam brilhando
Tu apenas se alimenta
Da luz Solar!


Reza a lenda que,
No dia 17 de Maio de 1994 nasceu
....
O presente medo que me levará
Até outros dias 17´s.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Soneto - Mal do Século



Algo inimaginável era te perder
Era alegre ver a tua Alegria
Sorriso este teu ficará na Memória
Na alegria dos teus braços poder morrer!

Ao som da tua voz aprofundar-me
Num sonho profundo
Fazendo de lá meu mundo
Ao fim da tua melodia acordar

Ao despertar ver-te ao meu lado
Presenteando-me com um lindo sorriso
Algo que todo dia preciso

Tua presença me presenteia com a vida
Tua falta me presenteia com a morte
Mas que Sorte!