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terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Era a mais bela!


Nem mesmo o meu peixinho dourado
Aguentou essa agonia que é viver
A solidão tomou cada parte
Desta casa

Não foram apenas os pensamentos
Que morreram em vão
Pedindo um pouco de vida
E quiçá de amor

Se foi também a minha esperança
Se é que um dia a tive
Esperança de que algum dia
Ainda te reencontraria neste vida

Deixa eu viver esta esperança
De puder reviver um dia
E ainda na sacada na janela
Eu poder te observar vindo

Deixa eu dizer o quanto eu esperei
Por um momento como aquele
Em que eu vivi
Sozinho naquela noite

Pois é nunca mais vivi algo parecido
O pior que nem mesmo foi contigo
Tu? É algo distante na minha triste realidade
Apenas te tenho nesta minha memória

Agora que nem mesmo consigo alimentar
Minhas esperanças de te encontrar qualquer dia
Desses para poder te contar um pouco sobre o tempo
Que se passou desde a tua partida naquela noite

O sorriso se tornou algo raro na minha realidade
Se é que posso chamar a solidão de realidade
Se nada mais é que o simples reflexo dos meus pensamentos
Que a todo momento eu te vejo ao lado meu

Meu sentimento pode ser o mais egoísta que existe
Eu sempre vou pensar na felicidade que um dia eu tentei viver
Mas que na verdade nem consegui sobreviver
A aquela realidade
Tu te perdeu no tempo
No exato momento em que eu te tive
Ou no exato momento em que eu realizei
A mais sincera forma de amor inocente

Nem mesmo saberei o que é ficar contigo
A vida essa não vale a pena ser vivida
Quando sei que não estarei ao lado teu
Eu me perdi no teu tempo

Não consigo viver neste presente
Nem num passado muito distante em que meu mundo terminou
De uma maneira mais sofredora que pudera acontecer
Perdeu-se duas coisas

Perdi minhas esperanças
Perdi a vontade de viver

Até perco em minhas palavras
Não sei se falo sobre minha vontade de viver
Ou minha vontade de te ter algum dia na vida
Não sei nem mais para onde eu escrevo

As palavras aos poucos vão me sufocando
Até não conseguir aguentar mais respirar
Este ar de solidão que se tem no meu quarto
De memórias perdidas ao vento

Viver ao lado teu é viver numa realidade impossível
Te ver nos meus sonhos se tornou algo raro também
Sua presença aos poucos se esvai
Mas meu pensamento em ti nunca irá embora

sábado, 9 de fevereiro de 2019

Leito no Hospital dos Loucos


Eu lembrava de ti como lembrava
Sobre a vida que talvez
Um dia foi vivida
Ao lado teu

Não me recordo de ti
Tenho pena de mim por isso
Me fazias tão bem
Que tive que voltar ao passado

Mas eu lembro de algumas
Coisas que fizeram
Toda a diferença
Em uma vida inteira

Aquela história sobre a pessoas
Ou até mesmo sobre as estrelas
Ficará eternamente marcado
Na memória do poeta morto

Perdia a fé nas pessoas!
Perdi a fé no amor!
Queria ter te conhecido antes
Queria nunca ter te conhecido !


sábado, 2 de fevereiro de 2019

A vida e Morte de uma Estrela


Queria estar observando as estrelas
Mas estou de frente com a morte
Como outrora eu observava elas
E elas me contavam muita coisa

Todos aqueles sorrisos
Brindando a uma noite escura
Estrelada como as flores
No teu vestido preto

Estou de frente para a morte
Mas mesmo assim
Eu vejo as estrelas que jamais vi
Vejo a esperança em Morrer

Inda que todo sentimento
Não consigo mais em vida
Sorrir
Sinto inveja do sorriso das pessoas!

Meu canto já se fora a muito tempo
Desde quando terminei Marina
Desde quando tua imagem
Tornou-se uma lembrança obscura

A poesia aos poucos também se vai
A música ao fundo já acabou faz tempo
Minha Musa já morreu faz tempo
Estou de frente com as estrelas

Não estou de frente com a morte
Estou dando meus últimos trocados
A Caronte...
Favor... Leva-me antes que queria voltar...

Quero fazer o mesmo caminho de Dante
Quero descobrir o inferno, purgatório e
Quiçá até conheça o Paraíso
Estando ao lado teu !

sábado, 19 de janeiro de 2019

Lembro


“Escrevo estas palavras sob uma tempestade ....
Como eu já te imaginei se estivesses bem”

Lembro de cada momento sonhado
Todas lembranças como outrora
Profetizado aos poucos tornou-se  
A triste realidade do poeta

Aqueles campos morreram
A tua imagem
Aos poucos junta-se
A paisagem cinza

A natureza morta tornou-se
Meu quadro favorito!
Minha música
É a marcha Fúnebre

Quando te vi e se te vi
Pensara em ter visto
Todo meu passado
Quase uma recordação

Porque não continuei a alimentar
Todo aquele amor que me
Fazia cada dia mais vivo
Nesta morte sem você!

Já te pedi inúmeras coisas
O teu abraço, a tua palavra
Mas nem mesmo teu olhar
Foste capaz de me oferecer

O que eu te dei?
Todo amor sonhado
Todo amor do poeta
Morto!

Que agora fica catando
As pegadas que deixou
Neste caminho rochoso
Sem você!

Preciso admitir, sinto falta
De ti , da minha escrita
Nada mais me inspira
Apenas tua ausente imagem

Ah... aquele tempo em que
Te admirava todo dia
Era meu remédio
Era tudo que eu sonhei

Para onde fora todo aquele
Mundo todo colorido?
A canção acabou
E eu nunca mais vesti a fantasia!

O que me lembro depois
De todos estes anos
É a leveza que tu
Me trazias

Quisera eu um dia
Querer ao mesmo
Te perguntar
Qual é seu nome?

domingo, 2 de dezembro de 2018

O sangue as feridas que eu vi

Da minha lira as pétalas de flores
Desabrocham no abandono
Da minha escrita
Onde a flor murchou e morreu

Outrora viveu neste corpo
A inspiração que todo poeta merece
Outrora talvez um pouco
A felicidade se fez presente

O corpo deste triste poeta
Apenas vaga nesta terra sem ela
O canto dela já se fora
Assim como eu

Minha alma não está mais 
Neste corpo morto
Aos poucos a pele morta 
Da os sinais de apodrecimento

A monocromática vida 
Jamais encontrou suas cores
Jamais vi os olhos teus
Para abrilhantar a luz da cidade

Para ter a visão
Do nascer da flor do campo
Do pôr-do-sol no final de tarde
E o surgimento das estrelas no céu

A escuridão do céu noturno
É tão claro quanto este silêncio
Que grita neste meu coração 
Apodrecido 

Quantos anos inda ei de contar
Lá fora agosto, lá fora dezembro
Lá se fora outro ano
E a poesia se repete

Talvez a inspiração do triste poeta
Seja a escuridão do seu tempo
E a tristeza de sua realidade
Sem a quem amar 

A febre se repete
Não pega tão somente o poeta
Pega a todos
E todos a acolhem-na

Tento não me recordar dos meses
Ou talvez dos anos
Mas a cada vez a cada mês
Eu conto...

Faz 2 anos, faz 1 ano
Em que te conheci
Faz 2 anos, faz 1 ano
Em que te perdi

O cronometro não para
Mas minha vida parou
Assim como meu coração
Parou de bater!

terça-feira, 23 de outubro de 2018

O frio que aquece


Não consigo mais imaginar
O desenho das nuvens no céu
O azul do céu está tão escuro
Mesmo num dia ensolarado

O calor do verão
Queima minha alma
O verde do campo
Não é mais o mesmo

O silêncio é o único grito
De salvação do poeta
Esse silêncio é barulhento
Atrapalha e queima o coração

Nada é como outrora
Só quero novamente
Aquele frio do inverno
Para aquecer a alma

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Eu queria tanto te conhecer


Eu queria tanto te conhecer C
Queria tanto saber qual o som
Que emana a tua voz
Queria saber tanta coisa

Como eu queria ver de perto
O castanho dos teus olhos
Como eu queria ver
O movimento da tua boca ao falar

Queria saber o liso ou cacheado
Do teu cabelo
O movimento que ele faz
Quando o vento bate

Como eu gostaria de saber
Qual a suavidade do teu
Aperto de mão
Ou até mesmo de um abraço teu

Queria saber de algo de ti
Saber se você está bem
Saber como tem passado neste tempo
Onde tem passado

Teria tantas perguntas
Tantos questionamentos
O que tu fizera depois
Daquele tempo

São tantas perguntas
Não saberia por onde começar
Ou se teria alguma resposta
Mesmo sabendo algo de ti

Infelizmente todos questionamentos
Vão morrer junto comigo
Assim como a lembrança
Que eu guardo de ti!

domingo, 14 de outubro de 2018

Desacreditar no amor


Não acredito mais no amor
Perdi a fé no sentimento
Não existe outro momento
Que a escuridão reinou

O amor não existe
A invenção do homem moderno
Que passou de geração á geração
Cortou-se em mim

Não acredito mais em sorrisos
Ou palavras sinceras
A vida tornou-se tardia
Assim como o amor que morreu

A arquitetura toda se fora
Agora só restou meu Bunker
Lotado de sentimentos
Aos poucos vou me desapegando

Depois que te perdi
Não consigo mais sorrir
Não vejo outra pessoa
Além de ti

Os olhos teus
Dormiram perante os meus
Quando eu abro
Não vejo nada

As vezes tento acreditar
Que poderei sorrir novamente
Ao lado de alguém
Que não seja você

Mas é tão triste saber disso
Que não será você
Que estará ao meu lado
É tão triste

Acredito que este momento
Nunca chegará
Não conseguirei dar o mesmo
Sorriso ao lado de outrem

Aquele céu que tu me prometeste
Aquela história de
“Por que não te conheci antes”
Jamais irei esquecer

O céu nunca mais fora o mesmo
Não tem mais aquelas estrelas
Onde elas foram parar?
Elas morreram

Quem sabe se um dia
Eu avistar novamente aquelas estrelas
Tu estejas ao meu lado
Novamente?

O Rito da Vida


Eu adoraria passar o resto
Da minha vida ao teu lado
Compartilhando momentos
Felizes e tristezas
Superando os obstáculos que a vida trás

Contigo ao meu lado, tudo fica mais fácil
A dificuldade seria apenas um desafio
Para fortalecer nossos laços

Não importaria de ficar ao lado teu
Até quando nossos cabelos ficarem brancos
Quero acordar com teu lindo sorriso
Ao lado meu todas as manhãs

Desejo que quando chegar o final
Nos transformar em poeira nas estrelas
Ficando sempre brilhando no céu nosso amor

Quero que a prole tenha orgulho de nós
Que se inspire em nossa lealdade

Não me importaria em ver teus
Primeiros fios brancos
Ou tuas marcas do tempo em seu rosto
Não importaria nada
Eu sempre vou te amar

A estranha sensação que
Os teus olhos refletem a luz do meu coração
Quero que tu vejas o campo florido
Que se formou com o teu amor

Eu sempre vou ver nos meus olhos
A moça que me apaixonei
Desde a primeira vez que eu vi
Sempre retribuirei a tua presença com
Um longo sorriso e com o brilho do meu olhar


Julho de 2017;

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Para Julia, a conexão Akai Ito


Lembro-me como se hoje fosse
Aquele breve momento
Onde teu sorriso
Tomou conta de cena

Não posso explicar
A momentaneidade
Aquele teu carisma
Me encantou

A tua beleza é algo
Inexplicável
Nem mesmo os anjos
Comparam-se a ti

Os teus longos cabelos dourados
O teu longo sorriso
Os teus lindos olhos castanhos
Tudo fazem parte da perfeição

Toda a tua atenção
A tua risada
Teu carisma
Me conquistou rapidamente

Ó Julia, dos olhos meus
Quando estes irão se encontrar
Para novamente sentir a vida
Que outrora senti?

És uma mulher de classe
Algo que sempre sonhei
Algo que eu tive
Mas que perdi rapidamente

Assim como tu te foste
Naquela noite
Meu sonho morreu
Juntamente contigo

A minha lembrança ficará
Marcada para sempre
Para sempre puder te olhar
De canto de olho

A nossa conexão
Foi algo sem explicação
Tu és uma mulher inteligente
Bonita e elegante

De rosto fino
Alta
Com um ar sério
Mas com um grande coração

Quisera ser aquele
Que irá fazer
Teu coração bater mais rápido
Ao ver

Quisera fazer parte
Do teu futuro próximo
A cada conquista ao lado teu
Assim como eu imaginei

Aquele teu abraço de
Despedida foi de cortar
Meu coração e alma em
Pedaços

Pude sentir o abraço
De uma mulher com o intelecto
Que me conquistou
Que me cativou

Aquele teu perfume
Aquele teu jeito
Tudo ficará
Eternizado na memória

O que me falaste
Jamais será esquecido
Assim como a tua imagem
Que para sempre quero sonhar!