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quarta-feira, 30 de maio de 2018

Matei um homem

Mamãe, eu matei um homem
Eu matei um homem
Aos poucos o sangue
Escorria nas minhas mãos

Trêmulas sem saber o que fazer
Sem nenhuma orientação
Querendo uma palavra tua
Para saber onde ir

Mamãe, eu matei um homem
Aos poucos o corpo dele
Deslizava sobre minhas mãos
E meus olhos se fechavam

Era tão belo ver o nascimento
Ver a luz deixar os olhos
Daquele homem 
Desconhecido

Aos poucos Mamãe,
Descobri que
O homem morto
Era eu 

domingo, 27 de agosto de 2017

La fora agosto


Se por um dia te avistar
Sem querer te olhar
Vou te ver
Como sempre quis te ter
                        Marcelo lembra de ti
                               Marcelo, lembra de mim?

Quando os relógios pararem
Para novamente as flores aflorarem
Tão somente para te admirar
Vou lembrar de te amar
                        Marcelo lembra de ti
                               Marcelo lembra de mim!

Ora, C, volte para teu príncipe encantado
Me deixe novamente abalado
Pensando a cada momento na tua imagem
Ah... deixe viver nesta miragem
                        Marcelo lembra de ti
                               Marcelo, lembra de mim?

Não vou mentir meu retrato
Ninguém entende este mundo abstrato
Onde eu vivo ao lado teu
Onde sou teu Romeu
                        Marcelo lembra de ti
                               Marcelo lembra de mim!

Que me perdoem as palavras
Que me perdoem as brincadeiras
Mas sempre vou escrever
Do quanto tu me faz viver
                        Marcelo lembra de ti
                               Marcelo, lembra de mim?

Que vivas como no meu sonho
Que vivas como as palavras que te proponho
Viver ao lado meu
Pois lá sou teu Romeu
                               Marcelo lembra de mim!
                               Marcelo, lembra de ti?

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Poesia Mata


Viver é uma virtude
Eu apenas existo
Na memória do poeta eu insisto
Viverei na infinitude

Ele escreve sobre mim
Sinto-me cada vez mais presente
Sou um ser onipotente
Ele me descreve como flor de jasmim

Sou como um câncer
Me espalhei sem pedir licença
Por fim quero vê-lo morrer

Só assim vou poder tê-lo
Em meus braços
Na eternidade das palavras amá-lo!

*Nota: Descobri apenas agora que o Blogger da de colocar Gifs *-*, adorei a ideia.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Poeta como eu não há!


Sou poeta das dores
Aquele que rega as flores
De um longo jardim encantado
Meu coração fica todo fragmentado
Se tem poetas como eu? Duvido!
Mas nunca nos dê ouvido
Amar e não ser amado
Mesmo assim com um sorriso estampado
Este sou eu
Um idealizador de sonhos e fantasias
Sou sempre nas poesias o Romeu
Não há reciprocidade
A única que temos é com as palavras
Que nos presenteiam em toda sua integridade

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Soneto da Lembrança



Eu pensava que escrevia sobre amor
Mas meu coração é feito de dor
Tem muitas cicatrizes e saudade
Mas por favor não tenha piedade

Deste triste poeta que vos fala
Chegará o dia em que estarei de bengala
Falando sobre amores e desamores vividos
Mas porém nunca compreendidos

Talvez chegará o dia em que tanto espero
O dia em que lerás minhas tristes palavras
Mas por favor não entre em desespero

Quero apenas que se lembre do Marcelo
Lembrar que um dia eu fiz parte da tua vida
Lembrar que um dia tu me tiraste deste pesadelo