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domingo, 13 de agosto de 2017

Soneto de Agosto - Soneto - LXXVIII



Quando fechares teus olhos
Quando os olhares ficarem velhos
Beijarei teu rosto
E lá se fora agosto

Vai terminar o ano ....
E a música se esvai no piano
Mais uma lagrima perdida
Nenhuma despedida...

Me perdoe pelas palavras
Mas favor, não te calas
Diga: “É você quem eu amo”!

Toda hora me pergunto
Estou tão vivo quanto defunto
Como vai você?

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Soneto do Apaixonado - Soneto XCVIII



Não importa quanto tempo passar
Eu sempre vou te amar
Não importa quantas vidas eu viver
Eu sempre vou te querer

Ela tem o cheiro que eu amo
Eu sempre o teu nome exclamo
O cheiro do nascer da rosa
A doce leitura da prosa

A voz dela é a canção do amor
A cura de toda minha dor
Ela é tudo que sempre sonhei

O que eu mais quero é estar ao teu lado
Não quero ficar para sempre calado
Quero que o mundo saiba que é você que amo

quinta-feira, 1 de junho de 2017

O dia em que a Terra parou


Da alegria fez-se o Pranto
Da risada fez-se o choro
Das informalidades fez-se o decoro
Das atitudes fez-se o Santo!

Fora numa noite de quarta-feira
O dia em que a terra parou
O meu mundo acabou
Ah... Se fosse brincadeira...

Retrai o peito e me faz confessar
Quando todo o sonho morreu
Fazendo-me fracassar

Todos planos perdidos ao vento
Ao choro. A risada. Ao pranto
Compilando-se ao meu encantamento!


"Nós não vivemos mais. O homem é privado da alma, a natureza é privada do homem...nunca houve época mais perturbada pelo desespero. Nunca silêncio mais sepulcral reinou sobre o mundo. Nunca a alegria esteve mais ausente. E eis que grita o desespero: o homem pede gritando a sua alma, um único grito de angústia se eleva do nosso tempo. A arte também grita nas trevas, invoca o espírito: é o expressionismo."
(Hermann Bahr - 1916).

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Soneto - Mal do Século



Algo inimaginável era te perder
Era alegre ver a tua Alegria
Sorriso este teu ficará na Memória
Na alegria dos teus braços poder morrer!

Ao som da tua voz aprofundar-me
Num sonho profundo
Fazendo de lá meu mundo
Ao fim da tua melodia acordar

Ao despertar ver-te ao meu lado
Presenteando-me com um lindo sorriso
Algo que todo dia preciso

Tua presença me presenteia com a vida
Tua falta me presenteia com a morte
Mas que Sorte!



sábado, 29 de abril de 2017

Soneto da Representatividade – Soneto V


Estavas vestida de preto
Naquela noite estrelada
Fora apenas uma pincelada
Para a espera do sofrimento

Entendo a representatividade do luto
Pela minha até o momento vida
Agora minha vida não vivida
Desfaz-se como a cinza do charuto

Deixei tudo para viver ao lado teu
Porém não deu certo
Nem nisso você se comprometeu

Apenas passo a lamentar
Por ter te conhecido
Por não ter mais vivido

domingo, 9 de abril de 2017

As estrelas e você – Soneto XVI


Ela falava com certa propriedade sobre as estrelas
Ela olhava para o céu encantada
Parecia intimamente uma cantada
Aquela noite estava doce como canela

Retribui o brilho estrelar com meu olhar
Ela abriu um lindo sorriso
Soltei sem querer um riso
Foi quando comecei a mergulhar

Em todo o teu encanto ali presente
Me envolvendo cada vez mais
Jamais pensei que ficarias ausente

Num certo momento eu acreditei nas tuas palavras
Com propriedade como tu falou das estrelas
Porém somente fiz parte de suas desventuras

segunda-feira, 3 de abril de 2017

A mulher e a Flor


"O amor nasce de pequenas coisas, vive delas e por elas às vezes morre."Lorde Byron



Gosto de mulheres tanto quanto eu gosto de flores
Ambas são fontes inspiradoras para qualquer poeta
Nelas existem tantas coisas em comum
A Natureza caprichou em tamanha semelhança

As flores intimamente tem um cheiro
Um cheiro confortavelmente doce
Assim como as mulheres
Chegando a ter recordações

As flores em sua essência são delicadas
Assim como toda mulher
Foi tu minha inspiração para falar de flores

Se um dia me presenteares com uma flor
Ficarei eternamente agradecido
Tomarei todo cuidado do mundo para cultiva-las 

*Versão Simplificada*

segunda-feira, 13 de março de 2017

Medo de ti – Soneto - VIII


Aquele medo misturado com nó na garganta
Que deixa o coração acelerado
Sem saber para onde ir desesperado
É a mesma dor daquele que canta

Meu medo é te encontrar um dia
Te querer é um paradoxo
Meu mundo é cinza e roxo
A visão expressionista

O amor não passa de uma ilusão
O amor não existe
Ele apenas vem e destrói teu coração

O amor nunca foi a flor mais bela
Sempre foi a flor que morre sem cuidados
Haverá de ter sempre cautela



sexta-feira, 10 de março de 2017

Saudades de Escrever (você) – Soneto – LXII



Que Santa é esta minha saudade de escrever
Que saudades das tuas lembranças comigo
Que tempos são estes meu amigo!
Onde a vontade de escrever ficou inerte ao meu ver

Quando foi que todo amor transformou-se em pranto
As palavras rodeavam a minha cabeça por inteiro
Era só me concentrar e o tiro era certeiro
Onde foi parar todo aquele nosso encanto

Ando me perdendo em meus passos
Estou perdido em meio a tantas palavras
Procurando em todo lugar os teus abraços

A satisfação era total ao meu ver
Quando escrevia sobre você
Agora tenho tão somente a saudade de escrever!


terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

A solidão do Poeta – Soneto XVII



Talvez o momento mais triste do poeta
É quando ele não consegue encontrar as palavras
Para descrever a solidão em suas obras
Quando não consegue alcançar o voou da borboleta

A solidão do poeta não é encontrar um amor
É quando ele se vê preso na inércia de escrever
É quando ele não consegue descrever
A sua mais intima dor

A solidão do poeta é a mais intima
Quando ele não encontra nenhuma vitima
A não ser suas últimas palavras

Talvez a solidão do poeta não esta no amar
E sim quando as palavras o sufocar
Nem sendo mais possível ele respirar 

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Seja para sempre Poeta


A poesia é bela
Ela é como estrela
Mas belo mesmo é te ter
Em minhas palavras verter

Poucos sabem ler uma poesia
Não é como observar a maresia
Poucos entendem a dor que sentimos
E não entendem o quanto mentimos

Vou te contar um segredo
Guarde para si teus desamores
Guarde para ti esse teu medo

Guarde as poesias na gaveta
Siga amando no anonimato
Seja sempre Poeta!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Poesia Mata


Viver é uma virtude
Eu apenas existo
Na memória do poeta eu insisto
Viverei na infinitude

Ele escreve sobre mim
Sinto-me cada vez mais presente
Sou um ser onipotente
Ele me descreve como flor de jasmim

Sou como um câncer
Me espalhei sem pedir licença
Por fim quero vê-lo morrer

Só assim vou poder tê-lo
Em meus braços
Na eternidade das palavras amá-lo!

*Nota: Descobri apenas agora que o Blogger da de colocar Gifs *-*, adorei a ideia.

Acreditar em Falsos Sorrisos


Mulher como tu consegue sorrir?
Não vês a tristeza no poeta?
A vida não é um livro de colorir
Faço meus versos a caneta!

Parece que nada aconteceu
Fui para ti apenas um amigo?
Meu mundo se escureceu
Este é meu castigo!

Para mim tu foste tudo
Meu primeiro amor
Foste meu mundo

Quero acreditar
Que são falsos teus sorrisos
Queres ao máximo amores evitar!


sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Soneto de Física


O professor colocou a mesa
No meio da sala
Ele tinha nas mãos uma bala
E para nossa surpresa
Colocou a bala suspensa em sua mão
E deixou-a cair
Não deixou ninguém se distrair
Quando ela tocou no chão
Ele disse: Isto é gravidade!
Mas era muita subjetividade
Então começou a surgir os cálculos
Era muita coisa para compreender
Para uma mente que só sabe escrever
Fiquei admirando a aula até o final.



domingo, 15 de janeiro de 2017

Soneto da Morte


Era um dia nublado aos poucos os pingos
De chuva fazia-se presente
Não era um dia para estar contente
Caia na minha face respingos
Lágrimas começaram a sair
Eu escutando seu coração
Não tinha mais a canção
Não conseguia mais fingir
Meu sofrimento aumentou
A tua perda me causou
Cicatrizes marcantes na alma
Coloquei pela última vez minha mão
Sobre seu rosto gelado sem coração
Era hora de dizer Adeus!

sábado, 14 de janeiro de 2017

Soneto de Mentira


Vou clamar teu nome de mentira
Diga que eu fui o primeiro
Diga que eu fui o pioneiro
Vou mentir e dizer besteira
Diga que sente saudade
Diga que eu sou o que sonhou
E que você sempre me esperou
Que sente saudade da reciprocidade
Vamos! Minta para mim
Para eu finalmente dizer enfim
Mentindo que sempre te amei
Dizer que minhas poesias
Jamais passou de fantasias
De um amor que tive por ti!

Soneto de Falsas Promessas


Você me prometeu
Falsas promessas
Logo ficaram expressas
Que não era seu Romeu
Me fez acreditar
No amor
E não mais na dor
Me fez ressuscitar  
Tu me fez promessas falsas
Me fez ficar às pressas
Que queria ter me conhecido antes
Não estou mais em teu coração
Mas tu sempre será minha inspiração
Para minhas palavras de amor!


quinta-feira, 29 de setembro de 2016

O doce café


A doce cafeína esta minha doce amiga
O café que esquenta o corpo morto
Esquenta este pensamento torto
Sempre haverá uma intriga

Este corpo que habita o poeta
Já esteve dotado de alegria
Agora se enche numa sangria
Enche-se de alegria como o capeta

Houve dias de glória
Agora só ficará na história
Tua lembrança em minha mente

Anos se passam e ficarei a espera
Ah se eu pudera
Te ter em minha vida novamente