Mostrando postagens com marcador Vida. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vida. Mostrar todas as postagens

sábado, 9 de fevereiro de 2019

Leito no Hospital dos Loucos


Eu lembrava de ti como lembrava
Sobre a vida que talvez
Um dia foi vivida
Ao lado teu

Não me recordo de ti
Tenho pena de mim por isso
Me fazias tão bem
Que tive que voltar ao passado

Mas eu lembro de algumas
Coisas que fizeram
Toda a diferença
Em uma vida inteira

Aquela história sobre a pessoas
Ou até mesmo sobre as estrelas
Ficará eternamente marcado
Na memória do poeta morto

Perdia a fé nas pessoas!
Perdi a fé no amor!
Queria ter te conhecido antes
Queria nunca ter te conhecido !


sábado, 2 de fevereiro de 2019

A vida e Morte de uma Estrela


Queria estar observando as estrelas
Mas estou de frente com a morte
Como outrora eu observava elas
E elas me contavam muita coisa

Todos aqueles sorrisos
Brindando a uma noite escura
Estrelada como as flores
No teu vestido preto

Estou de frente para a morte
Mas mesmo assim
Eu vejo as estrelas que jamais vi
Vejo a esperança em Morrer

Inda que todo sentimento
Não consigo mais em vida
Sorrir
Sinto inveja do sorriso das pessoas!

Meu canto já se fora a muito tempo
Desde quando terminei Marina
Desde quando tua imagem
Tornou-se uma lembrança obscura

A poesia aos poucos também se vai
A música ao fundo já acabou faz tempo
Minha Musa já morreu faz tempo
Estou de frente com as estrelas

Não estou de frente com a morte
Estou dando meus últimos trocados
A Caronte...
Favor... Leva-me antes que queria voltar...

Quero fazer o mesmo caminho de Dante
Quero descobrir o inferno, purgatório e
Quiçá até conheça o Paraíso
Estando ao lado teu !

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Aqui Jazem milhares de sonhos


Eu vejo tudo
Apodrecendo tudo ficando
Velho com poeira
Cada canto

Eu vejo a casa cair
Aos pedaços juntos
Com seus "éx" dias
de glória, se houve

Vejo tudo morrendo
A minha volta
Tanto o material
Quanto eu

A vontade de viver
Morreu!
A vontade de acordar
Tornou-se um pesadelo

O pesadelo da vida
É a escuridão do dia
Aquele sol, aquele céu azul
Nunca mais os vi

O azul transformou-se cinza
O sol está tão quente
Que derrete minha pele
Nunca mais senti frio!

Minha maldição era te querer
Minha maldição era quiçá
Poder um dia te ver
E poder te querer de verdade

O sentimento não existe
Já cometera esse erro
Mais de uma vez
Agora não o mais

Não quero mais gostar
Quero ser tão frio
Quanto o frio que me acolhe
E que me deixa feliz

domingo, 9 de dezembro de 2018

Aquela que guarda a entrada do paraíso


Talvez naquela primavera
Onde todas as flores acolheram-se
Todas elas murcharam
E morreram

Fora naquela primavera chuvosa
Que as cinzas do céu nublado
Trouxe as lembranças
Que me fora traduzida em lagrimas

Nunca houve uma época tão escura
Quanto aquela que tu me deixaste
Quando eu caí na cova
E a areia me sufocava a cada pá

O canto dos pássaros não existe mais
Só consigo escutar o choro deles
A procura do escasso alimento
Que suas mães não o tem

Aquele inverno fez tão calor
Foi um inverno sem o frio
Nunca mais o chocolate quente
Se fez presente a mesa

Olhar para o céu a noite
Também tornou-se estranho
Não conheço essas novas estrelas
Neste céu sem tuas lembranças

A chuva que cai lá fora
Se mistura com as pétalas de
Flores que tento jogar no quarto
Para tentar lembrar de ti

Mas aquelas pétalas param no chão
São de flores mortas
Elas se aglomeram no quarto
Junto com as lágrimas

Inda que o divino saiba
Onde tu estejas, estejas feliz
Feliz com quem tu amas
Com quem a ama

Nunca saberei, absolutamente nada
Enquanto isso o triste poeta
Vai cada vez mais
Enterrando-se na triste terra!


domingo, 2 de dezembro de 2018

O sangue as feridas que eu vi

Da minha lira as pétalas de flores
Desabrocham no abandono
Da minha escrita
Onde a flor murchou e morreu

Outrora viveu neste corpo
A inspiração que todo poeta merece
Outrora talvez um pouco
A felicidade se fez presente

O corpo deste triste poeta
Apenas vaga nesta terra sem ela
O canto dela já se fora
Assim como eu

Minha alma não está mais 
Neste corpo morto
Aos poucos a pele morta 
Da os sinais de apodrecimento

A monocromática vida 
Jamais encontrou suas cores
Jamais vi os olhos teus
Para abrilhantar a luz da cidade

Para ter a visão
Do nascer da flor do campo
Do pôr-do-sol no final de tarde
E o surgimento das estrelas no céu

A escuridão do céu noturno
É tão claro quanto este silêncio
Que grita neste meu coração 
Apodrecido 

Quantos anos inda ei de contar
Lá fora agosto, lá fora dezembro
Lá se fora outro ano
E a poesia se repete

Talvez a inspiração do triste poeta
Seja a escuridão do seu tempo
E a tristeza de sua realidade
Sem a quem amar 

A febre se repete
Não pega tão somente o poeta
Pega a todos
E todos a acolhem-na

Tento não me recordar dos meses
Ou talvez dos anos
Mas a cada vez a cada mês
Eu conto...

Faz 2 anos, faz 1 ano
Em que te conheci
Faz 2 anos, faz 1 ano
Em que te perdi

O cronometro não para
Mas minha vida parou
Assim como meu coração
Parou de bater!

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

A triste Realidade

Tu sorrias
Eu dormia.
O sonho era tão bom
Estávamos todos rindo
Naquele limbo
Entre o sonho e a realidade
Percebi!
Quando acordei
Acordei chorando
Na realidade
Em que tu não está
Apenas em meu sonho 
De Alegria 

domingo, 14 de outubro de 2018

O Rito da Vida


Eu adoraria passar o resto
Da minha vida ao teu lado
Compartilhando momentos
Felizes e tristezas
Superando os obstáculos que a vida trás

Contigo ao meu lado, tudo fica mais fácil
A dificuldade seria apenas um desafio
Para fortalecer nossos laços

Não importaria de ficar ao lado teu
Até quando nossos cabelos ficarem brancos
Quero acordar com teu lindo sorriso
Ao lado meu todas as manhãs

Desejo que quando chegar o final
Nos transformar em poeira nas estrelas
Ficando sempre brilhando no céu nosso amor

Quero que a prole tenha orgulho de nós
Que se inspire em nossa lealdade

Não me importaria em ver teus
Primeiros fios brancos
Ou tuas marcas do tempo em seu rosto
Não importaria nada
Eu sempre vou te amar

A estranha sensação que
Os teus olhos refletem a luz do meu coração
Quero que tu vejas o campo florido
Que se formou com o teu amor

Eu sempre vou ver nos meus olhos
A moça que me apaixonei
Desde a primeira vez que eu vi
Sempre retribuirei a tua presença com
Um longo sorriso e com o brilho do meu olhar


Julho de 2017;

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

A morte que te cerca


Inaceitável vê-la apenas
Nos meus sonhos
Antes seria morrer
Para cair no esquecimento

Espero por este momento
Em que poderei viver
Sem olhar para os céus
Encerrando meus punhos

A estrela de menor magnitude
Com toda sua infinidade
Jamais será vista
Será aos poucos esquecida

Quando o sol bater no horizonte
Tu também irás findar
E eu entregarei moedas a Caronte
Onde tu irás me abandonar

domingo, 16 de setembro de 2018

O tempo medroso


Se em meu olhar
Conseguisse capturar momentos
Recordaria todos dias
Da tua imagem

Queria poder revê-la
A cada minuto triste
Onde meu pensamento
Viajasse até você

O tempo é bipolar
Sendo mais inimigo que amigo
Do homem apaixonado
Ah... o tempo

Tenho medo do dia
Em que chegará
Ofuscada a tua lembrança
Não conseguindo lembrar de ti

Tenho medo do dia
Em que o único lugar
Em que possa te visitar
Seja em seu túmulo

Mas não tenho medo
De ser enterrado
Onde meu sonho nasceu
Ao lado teu!

sábado, 23 de junho de 2018

Pela treva do espírito aventurei-me

Se naquele teu momento enfermo 
Eu pude tocar teu rosto
Ardendo em febre
Com tuas bochechas vermelhas

Pude olhar naquele instante
O fechar dos teus olhos á luz
Eles a deixavam devagar
Assim como a alegria dos dias

Um dia pude desfrutar
Deste teu sorriso dourado
O brilho reluzente do teu olhar
O negror da noite é tua visão agora

Me lembro quando te apresentei
Aquele céu encantado de estrelas
Onde te apresentei ao amor
E agora tu me apresenta a morte

Findou teu tempo
As estrelas não existem mais
A luz deixou teus olhos
Deixou os meus também!.

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Matei um homem

Mamãe, eu matei um homem
Eu matei um homem
Aos poucos o sangue
Escorria nas minhas mãos

Trêmulas sem saber o que fazer
Sem nenhuma orientação
Querendo uma palavra tua
Para saber onde ir

Mamãe, eu matei um homem
Aos poucos o corpo dele
Deslizava sobre minhas mãos
E meus olhos se fechavam

Era tão belo ver o nascimento
Ver a luz deixar os olhos
Daquele homem 
Desconhecido

Aos poucos Mamãe,
Descobri que
O homem morto
Era eu 

domingo, 27 de maio de 2018

O encontro com o desespero

É como se estivesse
A sua espera 
Esse silêncio Sepulcral
Invade minha cabeça

Tapa meus ouvidos
Para qualquer ruído
Que não seja teu pensamento
Tudo se fechou

Não sei ao certo
Se estou vivendo
Ou se estou
Em um pesadelo sem você

Parado na lembrança te esperando
Mergulhado na esperança de te ver
Possuído pelo sentimento
Que é te amar


A casa é tão grande
Tão silenciosamente perfeita
Tudo está brilhando
A tua espera

As vezes fico observando
Pela janela do quarto
Na esperança
De te ver chegar

Mas você nunca chega
A noive vem
Eu ainda estou parado
A tua espera

Eu era tão feliz contigo
Eu estava vivo
Eu tenho a lembrança de viver
Quando estava ao lado teu

Agora percebo o quão morto
Eu e este mundo é
Sem você ao lado meu
Sem teu sorriso

Ainda tenho a esperança
De te encontrar um dia
Ver teu nome escrito
Numa lápide 

Quem sabe neste dia
Eu te presenteie com flores
Ou até mesmo com a vida
Que outrora tu me tirou!

domingo, 29 de abril de 2018

A surpresa da Morte

Quantas vezes já cheguei
Em casa cansado 
A casa toda escura
E eu imaginando

Que iria abrir a porta
Dar uns passos inseguros
E escutar
"Surpresa!"

Como se estivessem felizes
Com a minha chegada

Reveria ao menos
O sorriso de minha mãe
Sorrindo ao me ver

Me recebendo de braços abertos
Eu lembro perfeitamente
Do teu sorriso
Do teu riso

E também quem sabe 
Num sonho perfeito
Ver a D...
Ver aquele belo sorriso 

Mas... ficarei apenas sonhando
Com essa surpresa
Talvez quando meu dia acabar
Eu as veja

A casa continua a mesma
Aquele silêncio sepulcral
Naquela escuridão 

 Dou alguns passos inseguros
Ligo a luz 
Mas a única barulheira que escuto
É o silêncio

Não vejo ninguém
A imagem de vocês
Saí aos poucos 
De mim e da casa...

sexta-feira, 9 de março de 2018

A rapidez do amor

Eu esperei tanto dela!
Ela nada me deu
Apenas apresentou o amor
O amor que sempre sonhei
Que sempre quis dar
Mas ela se foi tão rápida
Quanto a vontade de viver!


quinta-feira, 1 de março de 2018

Seis anos - Mãe! 23.2.18

O céu estava tão limpo ontem
Tantas estrelas brilhando
O pensamento trabalhando
Elas que depois me contem

Tem coisas que não irão voltar
O abraço apertado com carinho
Aquele canto do passarinho
Nunca irá voltar

Aquela voz que trazia paz
As estrelas pareciam as mesmas
Não vou deixa-las a esmas
Aquele menino que virou rapaz

Os olhos fitados para cima
As lágrimas caindo ao chão
Fui trancado no galpão
Onde não havia céu nem clima

As estrelas estavam lindas
Esperando uma que ia chegando
Enquanto isso eu chorando
Estavam por saber avidas

Leitor, não sou nenhum poeta
Muito menos um escritor
Apenas passo a dor
No papel a caneta

Como é bom te ver sorrindo
Mesmo que nos sonhos
Já vêm carregado de vários ganhos
Eu não te ver partindo 



Hoje (23.02.2018) pós seis anos
Ainda não entendo
Sendo que ainda dependo 
Do teu carinho nos meus planos!


segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Sentimento ao Triste Poeta

Uma tímida garota
Fez bater o coração
Do menino morto
Acordou tão rápido quanto a vida 

Despertou de um sono
O fez acordar para morte
Antes fosse vida
Roubada pela garota tímida



Talvez ela não quisesse 
Encontrar o triste poeta
Mas ele a viu
Como nada que já tinha visto

Jamais esquecera tal visão
Não sabia ao certo
Se era um sonho
Ou outra forma de ver a vida


O tempo passou
O sentimento
Continuou o mesmo
Com altos e baixos

Não! O triste poeta não esqueceu 
O sentimento apenas fortaleceu
A cada ano
A cada fio branco

Não sei quantos charutos
Já fumei
Esperando a fumaça da saudade
Enfim aparecer

Ele - Tempo - passa rápido 
Daqui a pouco
Retornamos ao estado
Inicial do triste poeta


Apesar da distância
Do tempo...
Sonhar contigo 
É querer viver sonhando

Talvez nunca saberás
Do quanto tu me fez
Me faz
E me fará bem!



quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Nos meus sonhos



Às vezes me perco pensativo
Pensando que esqueci de ti
É uma sensação horrível
A vida ingrata, talvez?

Às vezes me perco chorando
Tentando encontrar respostas
Nas palavras escritas
No grito de socorro

Às vezes me perco olhando as estrelas
Elas já foram grandes amigas
Fontes inspiradoras
Ah... as estrelas... eu me lembro muito bem

Às vezes me perco pensativo
Pensando que esqueci de ti
Por um momento num feedback
Lembro que toda noite te vejo nos meus sonhos!

sábado, 15 de julho de 2017

As flores da Morte


Quero flores da cor branca
Para celebrar a minha paz
Quando a luz deixou meus olhos
Que outrora brilhava ao te ver

Quero flores da cor azul
Para quando olhares o azul do céu
Veres a minha imagem
Sempre te cuidando

Quero flores da cor amarela
Para refrescar a memória
Para nunca esquecer de você

No último momento de minha vida
Vá me visitar
Ó minha Donzela.