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terça-feira, 10 de outubro de 2017

A pele em que habito


Essa podridão queima minha face pálida
A carne lateja a dor crescente
O último riso sem lembrança
A podridão se espalha
A dor aumenta
O sofrimento acaba
E a morte acalma

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Soneto da Lembrança



Eu pensava que escrevia sobre amor
Mas meu coração é feito de dor
Tem muitas cicatrizes e saudade
Mas por favor não tenha piedade

Deste triste poeta que vos fala
Chegará o dia em que estarei de bengala
Falando sobre amores e desamores vividos
Mas porém nunca compreendidos

Talvez chegará o dia em que tanto espero
O dia em que lerás minhas tristes palavras
Mas por favor não entre em desespero

Quero apenas que se lembre do Marcelo
Lembrar que um dia eu fiz parte da tua vida
Lembrar que um dia tu me tiraste deste pesadelo

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

A tua caligrafia


Cada folha passada
É uma facada
Cada facada
É uma dor
Cada dor
É uma saudade
Cada saudade
É uma lágrima
Cada lágrima
Uma poesia.