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sexta-feira, 12 de outubro de 2018

A morte que te cerca


Inaceitável vê-la apenas
Nos meus sonhos
Antes seria morrer
Para cair no esquecimento

Espero por este momento
Em que poderei viver
Sem olhar para os céus
Encerrando meus punhos

A estrela de menor magnitude
Com toda sua infinidade
Jamais será vista
Será aos poucos esquecida

Quando o sol bater no horizonte
Tu também irás findar
E eu entregarei moedas a Caronte
Onde tu irás me abandonar

sábado, 23 de junho de 2018

Pela treva do espírito aventurei-me

Se naquele teu momento enfermo 
Eu pude tocar teu rosto
Ardendo em febre
Com tuas bochechas vermelhas

Pude olhar naquele instante
O fechar dos teus olhos á luz
Eles a deixavam devagar
Assim como a alegria dos dias

Um dia pude desfrutar
Deste teu sorriso dourado
O brilho reluzente do teu olhar
O negror da noite é tua visão agora

Me lembro quando te apresentei
Aquele céu encantado de estrelas
Onde te apresentei ao amor
E agora tu me apresenta a morte

Findou teu tempo
As estrelas não existem mais
A luz deixou teus olhos
Deixou os meus também!.

quinta-feira, 19 de abril de 2018

O frasco do teu perfume

Guardo o perfume do teu cheiro
Em uma redoma de vidro
Coberta com ouro
Ah... meu segredo

Neste frasco eu guardo as lembranças
De um tempo que jamais voltará
Quando tive a oportunidade de estar ao lado teu
Rindo e sorrindo desta vida sem graça

Ah... Esse teu cheiro me lembra tanta coisa
Das melhores coisas da vida
E principalmente da tua presença una
Alegrando a desgraça da vida


As vezes abro o frasco dentro de casa
É como se estiveras ali comigo
Mas sem te ver, sem te escutar
Só sentindo teu cheiro

As vezes eu saio com ele 
Na esperança de te encontrar
e te imaginar ao lado meu
Tu desfilando para todo mundo ver

Nesta minha fonte da vida
Eu torço todo dia para não acabar
Se um dia o perfume findar
Podes também me levar na ida


sexta-feira, 13 de abril de 2018

Os sentidos

Ela atendera o telefone
Sem saber que era eu
O lado oposto na linha
Escutando primeiro a respiração

Exclamei pelo teu nome!
Quase com a voz rouca
Duvidando de meu ouvido
De minha percepção 

"Marcelo como sabe que sou eu"?
Eu reconheço essa tua voz
Reconheceria até se fosse surdo
Sinto a paz que emana de ti

Se fosse cego
Te reconheceria
Pelo teu perfume
Do nascer do dia

Se fosse mudo
Gritaria pelo teu nome
Mesmo que pela alma
Tu talvez ouviria meu chamado

Tenho todos sentidos
Principalmente o sentimento
O sentimento de perda
O sentimento de ganho

Tenho tudo
Só não tenho a alegria dos dias
Aquela que queria ver
E os anos passarem...

Não te vejo mais
Não escuto mais tua voz
Não sinto mais teu cheiro

Findo meu período
Findo minha vinda
Sem você ao lado meu!

sábado, 7 de abril de 2018

O encontro da saudade


Parte I: O encontro

Eu espero que ele faça jus
Ao teu belo sorriso
Ao teu belo sentimento
Ah... tua beleza

Talvez fora o único
Que te viu como te via
Algo que nunca vi
Algo que nunca senti

Não é um menino 
Que fara jus
A tua felicidade
Infelizmente...



A música era bela e jovem
Apesar do tempo 
Tanto tempo se pasou
Eu ainda a via como a conheci

Apesar daqueles momentos
Em que a vida parece
Que esqueceu de ti
Eu não te esqueci

O tempo deixa marcas 
As rugas no teu rosto
O teu olhar é o mesmo
A essência dele continua

Quisera fazer parte
Do teu tempo
De cada momento 
Ao lado teu

Mas ah... eu a amava tanto
Que nunca mais a vi
Naquele meu olhar
Sai lagrimas de pranto e saudade

De todo momento
Daqueles breves, porém únicos
Que estive ao lado teu
Fora suficiente 

Para ficares eternamente
Na memória do triste poeta
Que se arrepende 
De não ser o homem da tua vida!




Parte II: O desencontro


Mesmo que tu não
Acreditando na idade prematura 
Não te fará feliz
Enganada estás

O sentimento sempre fora
O maior que pudera dar
O quão bem que me
Fizeras, não pude retribuir 

Da melhor forma possivel
Fazendo de ti
A princesa dos meus sonhos
Ad Eternum...

Pelo menos ao cair
Da noite escura
Quero que te sintas segura
Com o meu abraço 

Com a tua cabeça 
Sobre o meu peito 
Tu escutando os batimentos
Fortes por ti

Me contatando
O quão feliz és
Ao lado meu 
Quanto teus dias são iluminados

Durmas ó Princesa Bela!
Antes que a morte de outrora
Leve a aurora do teu dia
Para eu ficar para sempre sonhando!


domingo, 22 de outubro de 2017

Soneto de 365 dias – Soneto XXXIII


Eu tentei ser forte
Mas o impulso foi mais rápido
Fui por saber ávido
Na lembrança apenas um recorte

Eu escutava o canto
Dentro de meu coração
Carregando toda emoção
De meu pranto

Quando falei
Me libertei
Quando tu olhaste, sonhaste

Novamente consegui viver
Antes fosse morrer
Ao lado teu

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Representação do meu Amor



Se se um dia pudesse representar
O carinho e amor que tenho por você

Pintaria uma versão gigante
Da Noite estrelada

Plantaria num campo
A Flor mais bela

Cantaria mais alto
Eu sou o campeão

Se um dia pudesse representar
A paz que tu me trás

Seria capaz de escalar
As mais altas montanhas do Tibete

Se se um dia pudesse representar
O amor e carinho

Eu aprenderia a língua dos Deuses
Para eternamente agradecê-los pelo presente

O maior presente que pudera ter
Fora ter te conhecido

Antes de ir embora
Quero recolher umas moedas

Para dar ao Caronte
Chegando mais rápido em ti

Quando Hades ler minha Lira
Logo coincidirá meu desejo

De viver na eternidade
Ao lado teu

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

A menina Azul


Naquele azul do céu
Fazia-se a alegria do poeta
A menina do céu Azul
Não existe mais

Ela vive no cinza do céu
Na mais escura lembrança
Do poeta triste
Onde ela existe

Onde fora parar a menina?
Cresceu!
Onde fora parar a esperança do poeta?
Morreu!

terça-feira, 10 de outubro de 2017

A pele em que habito


Essa podridão queima minha face pálida
A carne lateja a dor crescente
O último riso sem lembrança
A podridão se espalha
A dor aumenta
O sofrimento acaba
E a morte acalma

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

A Alma


A casa está vazia
Foi-se o Amor divino
A alma vazia escurece o céu
A lua prateada assusta nossos olhares
A alma vazia perde-se a tanto pecado
O negror da noite se espalha
Em meio a tantas almas vazias

domingo, 3 de setembro de 2017

Soneto da Volta – Soneto LXXIX




Sonhei contigo hoje, setembro
Estavas lá na frente
Mas não lembro
Da última vez que te vi tão presente

HAHAHAHA, Bem-vinda de Volta!
Serás muito bem recebida
Como outrora naquela revolta
Vamos lá e me deixe com vida!

Ah! Tua presença em meus sonhos
É sinal de muitos ganhos
Estou tão vivo quanto morto

Só peço-te entenda minhas palavras
Faça novamente parte das aventuras
Ah... tu és meu sonho!

terça-feira, 18 de julho de 2017

O desenho saudade


Quero uma tela branca
Vazia como minha alma
Leve como meus pensamentos
Cheia de sentimentos

Quero uns pincéis
Das cores da alma e do amor
Vermelho, Azul, Roxo, Amarelo
Enfim quero cores e flores

Quero expressar na tela
Meus sentimentos por ti
Enfim com os pincéis em mãos
Que comece a arte!

Cada traço do desenho
Uma lágrima caída
Quanto mais forma pegar
Mais cego vou ficar

Não acredito
Não sei desenhar
Só sei escrever
O quanto tu me faz falta!

segunda-feira, 17 de julho de 2017

A Fraulein


Lembro de sua sombra sob o lago
O vermelho do fim de tarde
Começava a surgir

Ao norte as brancas estrelas
Começavam a surgir no horizonte azul
Estavas bela

Teus lindos cabelos dourados
Fazendo sincronia com o vento nu
O que estavas esperando, ó Donzela?

Um Adeus a quem já morreu?
Os galhos marrons das árvores
Caiam no chão melancólico

Olhaste para mim
Com um sorriso belo e irônico
Ao fim, chegou o negror da noite

Durmas minha Donzela
Caíste no esquecimento dos outros
Por fim, foi-se o dourado dos dias!