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sábado, 2 de fevereiro de 2019

A vida e Morte de uma Estrela


Queria estar observando as estrelas
Mas estou de frente com a morte
Como outrora eu observava elas
E elas me contavam muita coisa

Todos aqueles sorrisos
Brindando a uma noite escura
Estrelada como as flores
No teu vestido preto

Estou de frente para a morte
Mas mesmo assim
Eu vejo as estrelas que jamais vi
Vejo a esperança em Morrer

Inda que todo sentimento
Não consigo mais em vida
Sorrir
Sinto inveja do sorriso das pessoas!

Meu canto já se fora a muito tempo
Desde quando terminei Marina
Desde quando tua imagem
Tornou-se uma lembrança obscura

A poesia aos poucos também se vai
A música ao fundo já acabou faz tempo
Minha Musa já morreu faz tempo
Estou de frente com as estrelas

Não estou de frente com a morte
Estou dando meus últimos trocados
A Caronte...
Favor... Leva-me antes que queria voltar...

Quero fazer o mesmo caminho de Dante
Quero descobrir o inferno, purgatório e
Quiçá até conheça o Paraíso
Estando ao lado teu !

domingo, 9 de dezembro de 2018

Aquela que guarda a entrada do paraíso


Talvez naquela primavera
Onde todas as flores acolheram-se
Todas elas murcharam
E morreram

Fora naquela primavera chuvosa
Que as cinzas do céu nublado
Trouxe as lembranças
Que me fora traduzida em lagrimas

Nunca houve uma época tão escura
Quanto aquela que tu me deixaste
Quando eu caí na cova
E a areia me sufocava a cada pá

O canto dos pássaros não existe mais
Só consigo escutar o choro deles
A procura do escasso alimento
Que suas mães não o tem

Aquele inverno fez tão calor
Foi um inverno sem o frio
Nunca mais o chocolate quente
Se fez presente a mesa

Olhar para o céu a noite
Também tornou-se estranho
Não conheço essas novas estrelas
Neste céu sem tuas lembranças

A chuva que cai lá fora
Se mistura com as pétalas de
Flores que tento jogar no quarto
Para tentar lembrar de ti

Mas aquelas pétalas param no chão
São de flores mortas
Elas se aglomeram no quarto
Junto com as lágrimas

Inda que o divino saiba
Onde tu estejas, estejas feliz
Feliz com quem tu amas
Com quem a ama

Nunca saberei, absolutamente nada
Enquanto isso o triste poeta
Vai cada vez mais
Enterrando-se na triste terra!


terça-feira, 23 de outubro de 2018

O frio que aquece


Não consigo mais imaginar
O desenho das nuvens no céu
O azul do céu está tão escuro
Mesmo num dia ensolarado

O calor do verão
Queima minha alma
O verde do campo
Não é mais o mesmo

O silêncio é o único grito
De salvação do poeta
Esse silêncio é barulhento
Atrapalha e queima o coração

Nada é como outrora
Só quero novamente
Aquele frio do inverno
Para aquecer a alma

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

A morte que te cerca


Inaceitável vê-la apenas
Nos meus sonhos
Antes seria morrer
Para cair no esquecimento

Espero por este momento
Em que poderei viver
Sem olhar para os céus
Encerrando meus punhos

A estrela de menor magnitude
Com toda sua infinidade
Jamais será vista
Será aos poucos esquecida

Quando o sol bater no horizonte
Tu também irás findar
E eu entregarei moedas a Caronte
Onde tu irás me abandonar

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Mesma Realidade


A escuridão que me cerca
É a mesma tua
Temos o mesmo céu
As mesmas estrelas

O mesmo ar que
Respiramos
A mesma água
Que bebemos

É tudo tão igual
Mas tu estás tão distante
Com realidade diferente

Não é o mesmo céu
Não é a mesma água
Nem mesmo as estrelas!

Mas a escuridão
Permanece a mesma
Ela os cala
E nos atrai

Nos deixa distante
De coração apertado
Com a mesma realidade
Com a mesma Solidão!

sábado, 14 de julho de 2018

Chova-te Céu de estrelas

Ela é como estrela no céu
Sempre vou observa-lá 
Sempre vou admira-lá
Mas nunca vou alcança-lá 

Não é pela distância
Que um dia deixarei
De sonhar contigo
Ó anjo do céu

A tua chuva de aniversário
Foram minhas lagrimas 
Caídas ao saber
Da estrela que está na terra!

Ah... C
Quando vou te reencontrar
Eu não consigo mais
Enxergar o teu brilho estelar

Mas mesmo tão ofusco
Mesmo tão distante 
Nunca vou te esquecer
E nunca vou te deixar!


sábado, 23 de junho de 2018

Pela treva do espírito aventurei-me

Se naquele teu momento enfermo 
Eu pude tocar teu rosto
Ardendo em febre
Com tuas bochechas vermelhas

Pude olhar naquele instante
O fechar dos teus olhos á luz
Eles a deixavam devagar
Assim como a alegria dos dias

Um dia pude desfrutar
Deste teu sorriso dourado
O brilho reluzente do teu olhar
O negror da noite é tua visão agora

Me lembro quando te apresentei
Aquele céu encantado de estrelas
Onde te apresentei ao amor
E agora tu me apresenta a morte

Findou teu tempo
As estrelas não existem mais
A luz deixou teus olhos
Deixou os meus também!.

domingo, 17 de junho de 2018

O céu dos meus olhos

Porque são estes olhos
Que enxergam tudo que 
Sonhara ter um dia
Apenas uma recordação 

São estes olhos meus
Enganadores da vida
Que outrora nem  sequer tive
Mas que todo dia eu sonho!

Se é triste ver teu olhar
Refletindo a alegria
Por outros olhos não meus
Que belo fim

Este inverno tão acolhedor
A solidão parece tão amiga
Quando te vejo
Em falsas lembranças

Feliz foi aquele céu estrelado
Não pode ser o mesmo
Mas quisera que fosse
As estrelas não brilham mais!

A noite está linda
Como tu sempre gostou
Como tu sempre admirou 
Mas é uma escuridão!



Não pode ser o mesmo céu
Que tu me prometeu 
O amor que nunca cumpriu
Eu vejo o céu e pranteio!

Queria ver o brilho da noite
Mas nem isso
Os olhos meus conseguem enxergar
Este céu é apenas recordação!


sábado, 17 de março de 2018

O sentimento que não passa

Cada vez que olhava 
Tanto para aquele sorriso
Quanto para aquele olhar
Eu ficava mais impressionado

Minha admiração sempre foi grande
Por causa da exposição
De sentimentos que aflorava em mim
Por causa do teu olhar, do teu sorriso

Era lindo te ver sorrindo
Tua presença era acompanhada por uma paz
Que pensei que não existia
Ah... quanta saudade

Aquele amor que sentia/sinto
Por ti era algo irreal
Não pensei que um dia ia acontecer
Algo maravilhoso quanto te conhecer

Infelizmente para ti
Apenas fui mais um
Agora teu olhar apaixonado
Não sou eu o reflexo 

Se é que um dia
Me olhaste com olhos apaixonados
Eu sempre admirei tudo em ti
Essa tua voz

A melodia que alegrava o dia
Aquele inverno ficou tão quente
Quando te perdi
Que nunca mais senti frio

O que poderia fazer?
Para congelar aquela noite
E ficar observando aquelas estrelas?
As estrelas que tanto pedi


Pedi o teu amor para elas
Meu olhar apaixonado por ti 
Que nunca se apagasse o meu brilho
Ao olhar para ti

Fiz uma oração para elas
Para tu estar sempre ao lado meu
As estrelas não me ouviram...
Talvez estejam longe demais...

Para congelar aquela noite?
Mas o que poderia fazer?
Escrever sempre de ti
Nunca te esquecendo... 

quinta-feira, 1 de março de 2018

Seis anos - Mãe! 23.2.18

O céu estava tão limpo ontem
Tantas estrelas brilhando
O pensamento trabalhando
Elas que depois me contem

Tem coisas que não irão voltar
O abraço apertado com carinho
Aquele canto do passarinho
Nunca irá voltar

Aquela voz que trazia paz
As estrelas pareciam as mesmas
Não vou deixa-las a esmas
Aquele menino que virou rapaz

Os olhos fitados para cima
As lágrimas caindo ao chão
Fui trancado no galpão
Onde não havia céu nem clima

As estrelas estavam lindas
Esperando uma que ia chegando
Enquanto isso eu chorando
Estavam por saber avidas

Leitor, não sou nenhum poeta
Muito menos um escritor
Apenas passo a dor
No papel a caneta

Como é bom te ver sorrindo
Mesmo que nos sonhos
Já vêm carregado de vários ganhos
Eu não te ver partindo 



Hoje (23.02.2018) pós seis anos
Ainda não entendo
Sendo que ainda dependo 
Do teu carinho nos meus planos!


sábado, 18 de novembro de 2017

A poesia da Despedida


Não importa quanto tempo passar
Ainda tens o mesmo brilho
Neste teu olhar
Desde quando me apaixonei

Nunca vou esquecer das palavras
Proferidas naquela noite
Nunca vou esquecer da
"Representatividade do luto"

Os dias já não são como outrora
A lua prateada aos poucos
Perde seu brilho
Assim como eu

Se um dia olhares para o céu
Lembra-te do triste poeta
Que mesmo distante
Sempre te amou!

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Nos meus sonhos



Às vezes me perco pensativo
Pensando que esqueci de ti
É uma sensação horrível
A vida ingrata, talvez?

Às vezes me perco chorando
Tentando encontrar respostas
Nas palavras escritas
No grito de socorro

Às vezes me perco olhando as estrelas
Elas já foram grandes amigas
Fontes inspiradoras
Ah... as estrelas... eu me lembro muito bem

Às vezes me perco pensativo
Pensando que esqueci de ti
Por um momento num feedback
Lembro que toda noite te vejo nos meus sonhos!

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Tua presença é minha Paz


Senti ao longe um cheiro conhecido
Pude novamente sentir o aroma do teu perfume
Ah...
O doce néctar do nascer das flores

Chegaste colorindo
O preto e branco do lugar
O teu brilho
Iluminou os cantos mais obscuros

Pensara que nunca iria ver-te novamente
A tua presença me contagiou
Com uma paz que outrora
Já experimentara

O teu sorriso abriu as portas do paraíso
O brilho do teu olhar                 
Inaugurou o brilho das estrelas
Novamente estavas presente ao lado meu!

Nunca houve um inverno tão acolhedor
Quanto aquele ao lado teu
Nunca houve um inv(f)erno tão devastador
Como é estar longe de ti

Se eu fosse (des)escrever
Quantas vezes meu sonho morreu
Ao te perder
Ficaria noites e noites longas (des)ecrevendo

Não me importo!
Escreveria pela eternidade
Se necessário fosse
Para te ter de volta aos meus braços

Desenharia as estrelas no céu
Roubaria o brilho da Lua
Te levaria para conhecer o mar
Só para ter de volta minha paz!

Te peço com carinho
Não me acorde deste sonho
Não quero voltar ao pesadelo
Que é estar longe de ti!

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Lua Apavorante


Há quem diga que és romântica
Eu digo que és assustadora
És uma espectadora
Outros te classificam como nosomântica
Te inspire nas estrelas!
Elas morreram
Mas continuam brilhando
Tu apenas se alimenta
Da luz Solar!


Reza a lenda que,
No dia 17 de Maio de 1994 nasceu
....
O presente medo que me levará
Até outros dias 17´s.

sábado, 28 de janeiro de 2017

Me acolheu como velha conhecida


Este céu sem estrelas
É o mesmo teu?
Estas nuvens carregadas
Enxergas também?
Não consigo mais enxergar
As estrelas no céu
Tudo apagou-se
Quanto tu te foste
Tudo ficou escuro
A escuridão me acolheu
Como um velho amigo
É assim que estou
Vivendo nas sombras
De um sonho
Que um dia eu pensei
Que estava vivendo

sábado, 21 de janeiro de 2017

Contemplei certa Vez



Contemplei certa vez
O azul do céu
Um tom diferente estava
Estava tão Azul!
Contemplei certa vez
O abraço de uma mulher
O sorriso “sincero”
Palavras de amor que nunca ouvi
Contemplei certa vez
O cheiro do néctar da flor
Tão doce quanto o teu cheiro
Ah! Que saudade do teu cheiro
Contemplei certa vez
A felicidade
Mas logo ela foi embora
Assim como as estrelas que nos deixam


sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Lusco-Fusco


Nunca mais observei as estrelas
Lembro até hoje daquele Lusco-Fusco
Naquele choro tudo ficou ofusco
Me sentia preso nas celas
Não ouvia nada não sentia
As estrelas eram as únicas que escutavam
Aquele choro sufocado que todos gritavam
Mas veja que ironia
Aquele momento todos em prantos
Eu sem chão
Agitaram todos os Santos!
Se pudesse escolher
Não passaria mais por estes momentos

Mas não conseguimos tais momentos esquecer

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Poema de Criança


Esta noite quero celebrar meu amor
Chega de tanta tristeza numa poesia
Vamos jogar as mágoas na maresia
Quero deixar de lado meu tremor

Vamos ir até as estrelas
E dizê-las quanto são bonitas
Vamos dizer que elas são muitas
Que brilham como as velas

Celebremos quando nos conhecemos
Esquecemos da vez que dizemos Adeus
Vamos fazer um apelo a Deus
Pedir para nunca nos esquecermos

O que me resta? Lembranças
O que fazer? Celebrar?
E cada dia mais amar
O nosso tempo de crianças