quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Nos meus sonhos



Às vezes me perco pensativo
Pensando que esqueci de ti
É uma sensação horrível
A vida ingrata, talvez?

Às vezes me perco chorando
Tentando encontrar respostas
Nas palavras escritas
No grito de socorro

Às vezes me perco olhando as estrelas
Elas já foram grandes amigas
Fontes inspiradoras
Ah... as estrelas... eu me lembro muito bem

Às vezes me perco pensativo
Pensando que esqueci de ti
Por um momento num feedback
Lembro que toda noite te vejo nos meus sonhos!

A menina Azul


Naquele azul do céu
Fazia-se a alegria do poeta
A menina do céu Azul
Não existe mais

Ela vive no cinza do céu
Na mais escura lembrança
Do poeta triste
Onde ela existe

Onde fora parar a menina?
Cresceu!
Onde fora parar a esperança do poeta?
Morreu!

terça-feira, 10 de outubro de 2017

A pele em que habito


Essa podridão queima minha face pálida
A carne lateja a dor crescente
O último riso sem lembrança
A podridão se espalha
A dor aumenta
O sofrimento acaba
E a morte acalma

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Andorinhas


Da terra onde as andorinhas adormecem
Já houve muito canto perdido
Muito pranto derramado
Muitas tempestades

As andorinhas não tinham para onde ir
Qualquer lugar, canto
Havia tempestade...
Dias de sol... Jamais...

Talvez um dia encontrão
A paz que tanto merecem
Ah... que alivio...?

Hoje posso morrer!...
Hoje posso descansar?...
Hoje poderei voar...

A Alma


A casa está vazia
Foi-se o Amor divino
A alma vazia escurece o céu
A lua prateada assusta nossos olhares
A alma vazia perde-se a tanto pecado
O negror da noite se espalha
Em meio a tantas almas vazias