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terça-feira, 23 de outubro de 2018

O frio que aquece


Não consigo mais imaginar
O desenho das nuvens no céu
O azul do céu está tão escuro
Mesmo num dia ensolarado

O calor do verão
Queima minha alma
O verde do campo
Não é mais o mesmo

O silêncio é o único grito
De salvação do poeta
Esse silêncio é barulhento
Atrapalha e queima o coração

Nada é como outrora
Só quero novamente
Aquele frio do inverno
Para aquecer a alma

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Mesma Realidade


A escuridão que me cerca
É a mesma tua
Temos o mesmo céu
As mesmas estrelas

O mesmo ar que
Respiramos
A mesma água
Que bebemos

É tudo tão igual
Mas tu estás tão distante
Com realidade diferente

Não é o mesmo céu
Não é a mesma água
Nem mesmo as estrelas!

Mas a escuridão
Permanece a mesma
Ela os cala
E nos atrai

Nos deixa distante
De coração apertado
Com a mesma realidade
Com a mesma Solidão!

sábado, 23 de junho de 2018

Pela treva do espírito aventurei-me

Se naquele teu momento enfermo 
Eu pude tocar teu rosto
Ardendo em febre
Com tuas bochechas vermelhas

Pude olhar naquele instante
O fechar dos teus olhos á luz
Eles a deixavam devagar
Assim como a alegria dos dias

Um dia pude desfrutar
Deste teu sorriso dourado
O brilho reluzente do teu olhar
O negror da noite é tua visão agora

Me lembro quando te apresentei
Aquele céu encantado de estrelas
Onde te apresentei ao amor
E agora tu me apresenta a morte

Findou teu tempo
As estrelas não existem mais
A luz deixou teus olhos
Deixou os meus também!.

domingo, 17 de junho de 2018

O céu dos meus olhos

Porque são estes olhos
Que enxergam tudo que 
Sonhara ter um dia
Apenas uma recordação 

São estes olhos meus
Enganadores da vida
Que outrora nem  sequer tive
Mas que todo dia eu sonho!

Se é triste ver teu olhar
Refletindo a alegria
Por outros olhos não meus
Que belo fim

Este inverno tão acolhedor
A solidão parece tão amiga
Quando te vejo
Em falsas lembranças

Feliz foi aquele céu estrelado
Não pode ser o mesmo
Mas quisera que fosse
As estrelas não brilham mais!

A noite está linda
Como tu sempre gostou
Como tu sempre admirou 
Mas é uma escuridão!



Não pode ser o mesmo céu
Que tu me prometeu 
O amor que nunca cumpriu
Eu vejo o céu e pranteio!

Queria ver o brilho da noite
Mas nem isso
Os olhos meus conseguem enxergar
Este céu é apenas recordação!


sábado, 18 de novembro de 2017

A poesia da Despedida


Não importa quanto tempo passar
Ainda tens o mesmo brilho
Neste teu olhar
Desde quando me apaixonei

Nunca vou esquecer das palavras
Proferidas naquela noite
Nunca vou esquecer da
"Representatividade do luto"

Os dias já não são como outrora
A lua prateada aos poucos
Perde seu brilho
Assim como eu

Se um dia olhares para o céu
Lembra-te do triste poeta
Que mesmo distante
Sempre te amou!

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

A maldição do Século XVII


Não as vejo mais no céu
Aos poucos percebo
Que o espaço
Esta se comprimindo

As palavras terminam
Em frases rápidas
Até chegar no assustador
Silêncio

O céu nunca mais fora
o mesmo
O mal do século chegou
Aquele último Adeus

As portas se fecharam
O inverno chegou ao fim
Assim como a existência
Do triste poeta

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

A menina Azul


Naquele azul do céu
Fazia-se a alegria do poeta
A menina do céu Azul
Não existe mais

Ela vive no cinza do céu
Na mais escura lembrança
Do poeta triste
Onde ela existe

Onde fora parar a menina?
Cresceu!
Onde fora parar a esperança do poeta?
Morreu!

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Tua presença é minha Paz


Senti ao longe um cheiro conhecido
Pude novamente sentir o aroma do teu perfume
Ah...
O doce néctar do nascer das flores

Chegaste colorindo
O preto e branco do lugar
O teu brilho
Iluminou os cantos mais obscuros

Pensara que nunca iria ver-te novamente
A tua presença me contagiou
Com uma paz que outrora
Já experimentara

O teu sorriso abriu as portas do paraíso
O brilho do teu olhar                 
Inaugurou o brilho das estrelas
Novamente estavas presente ao lado meu!

Nunca houve um inverno tão acolhedor
Quanto aquele ao lado teu
Nunca houve um inv(f)erno tão devastador
Como é estar longe de ti

Se eu fosse (des)escrever
Quantas vezes meu sonho morreu
Ao te perder
Ficaria noites e noites longas (des)ecrevendo

Não me importo!
Escreveria pela eternidade
Se necessário fosse
Para te ter de volta aos meus braços

Desenharia as estrelas no céu
Roubaria o brilho da Lua
Te levaria para conhecer o mar
Só para ter de volta minha paz!

Te peço com carinho
Não me acorde deste sonho
Não quero voltar ao pesadelo
Que é estar longe de ti!

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Lua Apavorante


Há quem diga que és romântica
Eu digo que és assustadora
És uma espectadora
Outros te classificam como nosomântica
Te inspire nas estrelas!
Elas morreram
Mas continuam brilhando
Tu apenas se alimenta
Da luz Solar!


Reza a lenda que,
No dia 17 de Maio de 1994 nasceu
....
O presente medo que me levará
Até outros dias 17´s.

sábado, 21 de janeiro de 2017

Contemplei certa Vez



Contemplei certa vez
O azul do céu
Um tom diferente estava
Estava tão Azul!
Contemplei certa vez
O abraço de uma mulher
O sorriso “sincero”
Palavras de amor que nunca ouvi
Contemplei certa vez
O cheiro do néctar da flor
Tão doce quanto o teu cheiro
Ah! Que saudade do teu cheiro
Contemplei certa vez
A felicidade
Mas logo ela foi embora
Assim como as estrelas que nos deixam