sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Soneto Noturno - Soneto XCII

Naquela noite - Tu dormias 
Eu - concentrado a luz 
A cabeça no capuz
Inda multiplicando todas orgias

Ouvira na cabeça o ranger

Toda a festa vermicida
A alegria aos poucos vencida
Fazendo-os constranger

Aqueles vermes malditos

Por um momento pensei nos gritos
Que a alma até hoje proclama

Pra onde fora toda calma?

O inferno constante drama
Onde escrevo gritando!



sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

A maldição de C.


Ah C. quisera eu
Que tu foste o sol
Dos meus dias reais
Sem o sonhar

O vento bate
Na face pálida
Trazendo de volta
Teu perfume de menina!

Pudera encostar a cabeça
No peito teu
Imaginando o futuro
Antes fosse morrer ao lado teu!

Aquelas flores
Naquele Jardim
A muito se fora
Junto com o triste poeta

Até quando Dona C.?
Irás assombrar
Meus sonhos de insanidade?
Com toda a felicidade!

Se um dia
Subires no altar
Noutro dia me enterro
Foi-se o dourado dos Dias

A prece é praxe
Que nunca desapareça
Da triste memória
Do triste Poeta!

Timidez


Inda que a memória fraca
Tua imagem ainda esta
Presente nos dias
Mesmo que timidamente

Um movimento teu
Com as cartas em mãos
Faço virar o Jogo
Enfim virar o vencedor

Te esquecer?
Admito! não é fácil
Tento me esconder de ti
Apareces do nada!

O tempo vai passar
A morte vai chegar
Que chegue logo!
Assim me leva junto!

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Alma poética


Inda que os poetas atualmente
Lidam com a era digital
Quisera eu
Escrever sob a luz de velas

A fumaça que esvai
De meu charuto antigo
São as memórias do tempo
Escrevendo a luz de velas

Onde que o poeta errou?
Ele apenas se modernizou
Antes que outras almas se acolham
Eu ainda ei de escrever

A caneta e a folha branca
Reflete na face pálida
Lembranças dos tempos
Da luz de velas!

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Tão viva quanto o tempo



Apesar do tempo
A memória continua viva
Tão viva quanto tu na minha vida
Que morre diariamente

Talvez não fosse o momento
Tão esperado por algo
Que choro de saudade
De algo que nunca aconteceu

Teu companheirismo
Talvez fora forte
Na fraca memória
Nas falsas lembranças do Triste Poeta

Tudo voltou como outrora
Eu rezando neste caderno
Memórias petrificadas
No nosso tempo