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sábado, 2 de fevereiro de 2019

A vida e Morte de uma Estrela


Queria estar observando as estrelas
Mas estou de frente com a morte
Como outrora eu observava elas
E elas me contavam muita coisa

Todos aqueles sorrisos
Brindando a uma noite escura
Estrelada como as flores
No teu vestido preto

Estou de frente para a morte
Mas mesmo assim
Eu vejo as estrelas que jamais vi
Vejo a esperança em Morrer

Inda que todo sentimento
Não consigo mais em vida
Sorrir
Sinto inveja do sorriso das pessoas!

Meu canto já se fora a muito tempo
Desde quando terminei Marina
Desde quando tua imagem
Tornou-se uma lembrança obscura

A poesia aos poucos também se vai
A música ao fundo já acabou faz tempo
Minha Musa já morreu faz tempo
Estou de frente com as estrelas

Não estou de frente com a morte
Estou dando meus últimos trocados
A Caronte...
Favor... Leva-me antes que queria voltar...

Quero fazer o mesmo caminho de Dante
Quero descobrir o inferno, purgatório e
Quiçá até conheça o Paraíso
Estando ao lado teu !

sábado, 23 de junho de 2018

Pela treva do espírito aventurei-me

Se naquele teu momento enfermo 
Eu pude tocar teu rosto
Ardendo em febre
Com tuas bochechas vermelhas

Pude olhar naquele instante
O fechar dos teus olhos á luz
Eles a deixavam devagar
Assim como a alegria dos dias

Um dia pude desfrutar
Deste teu sorriso dourado
O brilho reluzente do teu olhar
O negror da noite é tua visão agora

Me lembro quando te apresentei
Aquele céu encantado de estrelas
Onde te apresentei ao amor
E agora tu me apresenta a morte

Findou teu tempo
As estrelas não existem mais
A luz deixou teus olhos
Deixou os meus também!.

domingo, 17 de junho de 2018

O céu dos meus olhos

Porque são estes olhos
Que enxergam tudo que 
Sonhara ter um dia
Apenas uma recordação 

São estes olhos meus
Enganadores da vida
Que outrora nem  sequer tive
Mas que todo dia eu sonho!

Se é triste ver teu olhar
Refletindo a alegria
Por outros olhos não meus
Que belo fim

Este inverno tão acolhedor
A solidão parece tão amiga
Quando te vejo
Em falsas lembranças

Feliz foi aquele céu estrelado
Não pode ser o mesmo
Mas quisera que fosse
As estrelas não brilham mais!

A noite está linda
Como tu sempre gostou
Como tu sempre admirou 
Mas é uma escuridão!



Não pode ser o mesmo céu
Que tu me prometeu 
O amor que nunca cumpriu
Eu vejo o céu e pranteio!

Queria ver o brilho da noite
Mas nem isso
Os olhos meus conseguem enxergar
Este céu é apenas recordação!


sábado, 12 de maio de 2018

A bailarina dos meus Sonhos

Eu sempre a observava 
De canto de olho
Sempre encantado com sua beleza
Encantado com aqueles passos

Tão bela quanto a música
A valsa das flores
Aquela beleza toda dela
Ah... se Tchaikovsky a visse

Mas o triste poeta a viu primeiro
Conseguia ver a raiz dourada do cabelo
Preso naquele rabo de cavalo
Ela era bela e alta

Tão delicada quanto a flor
Que envolvia sua orelha
Tão delicada quanto a doce melodia
Que menina!

Eu admirava-a tanto
Como eu admiro a morte!
A pontinha dos pés
Todo aquele público

Mas eu só a queria para mim
Ficar de ponta dos pés
Naquele uniforme
Uniformemente perfeito

Toda métrica do movimento
Aquela música ao fundo
Deixava-me encantado 
Parece estar sonhando com ela 

Aquele rosa e branco da roupa
Ela contudo
Nunca me viu
Mas eu sempre a via

Eu via o suor em sua testa
Nervosa com todo aquele público
Eu via o suor em seus braços
Querendo fazer a apresentação perfeita

A pele dela era tão limpa
Sem marcas ou rugas
Seus lábios vermelhos
Como o sangue que sai dela

Seus braços nus
Apontado para o alto
Querendo pegar uma estrela
Do triste céu

A cor de seus castanhos olhos
Me lembrava a menina
Dos sonhos meus
Toda noite

Seus cabelos dourados
Não eram compridos
Mas o suficiente para combinar
Com o rabo de cavalo

Eu, contudo, nunca a vi
Sorrindo
Sempre com certo ar de tristeza
Essa tristeza me encantava !

Aqueles olhos grandes e tristes
Quando parecia sair uma lágrima
Ela apenas fechava os olhos
E pensava em tudo...

Quando fecho os olhos a noite
Também tranco minha caixa
A caixa de música
Com aquela menina sempre dançando!


sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Soneto Noturno - Soneto XCII

Naquela noite - Tu dormias 
Eu - concentrado a luz 
A cabeça no capuz
Inda multiplicando todas orgias

Ouvira na cabeça o ranger

Toda a festa vermicida
A alegria aos poucos vencida
Fazendo-os constranger

Aqueles vermes malditos

Por um momento pensei nos gritos
Que a alma até hoje proclama

Pra onde fora toda calma?

O inferno constante drama
Onde escrevo gritando!



segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Nunca Morrerá


Se um dia perguntarem sobre as poesias
Lembre-se
Tem muito mais de vocês
Do que de mim

Talvez minha caminhada
Esteja marcada
Pela paz
Do negror da morte

Vocês irão morrer
Quando forem esquecidas
A poesia é eterna
Assim como vocês

Leiam
Entendam
Que minhas palavras
São puro amor

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Atormenta meus sonhos


Pudera dormir em paz
O paradoxo da alegria
Toda noite
Sonho com tua presença

Ora por quê sonho contigo?
Atormenta meus sonhos
Toda noite
O dia inteiro penso em ti

Dê ao menos
Um sinal de vida
Pois a morte é constante
A vida era vida ao lado teu

Saudade, a pura definição
Do triste poeta
Sonhador
Ah... se fosse verdade

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Noite dos sonhos



Era noite - Tu dormias -
E eu - Poeta - a contemplava
Minha alegria oscilava
E as músicas eram grandes sinfonias

Aquela noite de verão
Eu via um anjo de frente ao mar
Dormindo sob o luar
Os anjos nunca responderão

Mas sempre ei de te contemplar dormindo
Um anjo sem asas para voar
Apenas o poeta para contemplar

A tua beleza sob o luar
Dormindo e eu admirando
Para ficar sempre sonhando!



segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Boemia



Ela pulava de astro em astro
Com seu vestido branco
E seus longos cabelos negros
Que se fazia a noite 
E com meu amor
Fazia-se as estrelas
Para enfeitar mais uma vez
Meu céu de solidão
Que é estar sem você